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O presidente António Mendes, da Casa do Benfica de Oleiros esteve à conversa com a Rádio Condestável para fazer um balanço da época passada e a preparação da próxima, sendo que o principal problema é a permanência dos jovens nas equipas pois, quando atingem a idade saem do concelho, para estudar fora. A associação não abandona a formação, tendo aí o seu ponto forte.

A Casa do Benfica de Oleiros está sempre ao lado dos sócios, os quais participam nas atividades desenvolvidas, envolvendo-se com a dinâmica concelhia e potenciando essa mesma dinâmica.

Rádio Condestável (RC) – António Mendes, como correu esta época desportiva?
António Mendes (AM) – Comparando com a época anterior, não atingimos, principalmente no campeonato, a classificação, e depois na parte do Play Off, a final, como o ano passado. Foi uma época diferente das outras. Começámos com alguns lesionados e castigados, o lesionado mais grave só jogou em fevereiro/março que foi o capitão e fez só um jogo ou dois. Tivemos outros elementos com algumas lesões e a maior parte dos jogadores estiveram um mês, mês e meio parados, portanto afetou bastante o nosso jogo e refletiu-se na classificação final.
Depois, na ida ao Play Off, encontrámos o Ladoeiro, a melhor equipa e batemo-nos, fomos à negra com eles, mas não tivemos capacidade de resposta nesse jogo. Foi uma época muito marcada por lesões e isso afetou-nos o rendimento.
Na parte do Final Four, parece que já é uma malapata nossa, sorte de quem calha connosco na meia final que normalmente ganha a taça. Aconteceu no ano passado com o Carvalhal e este ano com o Alcaria . Foi um jogo renhido. Nada a apontar.
Também foi uma época com alguns fatores extra, que não compreendemos muito bem, com equipas que desistem a meio, que jogam sem jogadores inscritos. Penso que a associação devia fiscalizar mais os campeonatos, preocupar-se mais com o que se passa e aqui abandonam um pouco a sua função. Recebem as inscrições, mandam as fichas, nós fazemos, e não passa muito daí. Eu acho que a associação tem que fiscalizar, tem que verificar se as coisas estão a correr bem. Eu sei que Oleiros fica a 70 quilómetros de Castelo Branco, mas mesmo assim compensa vir cá.
Mesmo em termos de arbitragem é um bocadinho estranho como é que apanhamos, em três anos consecutivos, no último jogo da época, sempre o mesmo árbitro...
Atingimos os objetivos que para nós eram o Play Off e o Final Four, agora ficou aquém do que conseguimos na época passada.

RC – Uma época em que de certa maneira o plantel também sofreu mais alterações do que o habitual e tiveram uma série de caras novas na última temporada.

AM - Sim, tivemos dois/três jogadores. O guarda-redes manteve-se, tivemos a saída de um jogador que fazia muita falta na nossa equipa que era o Emerson e tentámos colmatar com dois ou três jogadores, bons jogadores mas que também tiveram algumas lesões.
Quem veio de novo acrescentou alguma coisa, podia ter acrescentado mais e falo de outros jogadores que até nem terminaram a época, mas foi mais a parte das lesões que este ano massacrou um bocado a nossa equipa.


RC – Entretanto, nesta altura, há que começar já a pensar na próxima época.

AM – Sim, estamos a pensar na próxima época, neste momento não temos ainda treinador. Queria aproveitar esta oportunidade para agradecer e o trabalho que o Mister Antão teve com a Casa do Benfica nestes seis anos de trabalho. Foram seis anos em que crescemos todos, começamos praticamente do zero e foram anos bastante importantes. Mas estamos a trabalhar, a introduzir alguns juniores na equipa, também é o efeito da formação que fazemos e que pretendemos que isso aconteça. Portanto vão integrar a equipa, estamos à procura de treinador.

RC – A saída do José Antão aconteceu por acordo ou foi decisão de alguma das partes?
AM – Foi acordo porque foi decidido pelo mister. O mister falou connosco, ainda antes da época acabar, que também, a nível pessoal, não foi boa. Teve alguns problemas e comunicou-nos, conversámos, tentámos demovê-lo da situação.
Depois, a arbitragem foi outro ponto apontado. Ele diz que não está para continuar neste tipo de situações. Somando tudo, chegámos a acordo que não havia hipótese de continuar, mas foi decisão dele. Ppor nós teria continuado não temos nada a apontar nesse sentido.

RC – Já falou em formação, a Casa do Benfica de Oleiros é o centro de formação do concelho. Nesta altura é a única equipa que tem camadas jovens. Esta situação é para manter?
AM – Sim, na época que terminou tivemos 45 a 50 miúdos, desde os cinco até aos 16 anos, que têm trabalhado connosco, e para o ano vamos manter. Temos a escola de futsal dos cinco aos dez anos, vamos manter a equipa de iniciados e de juvenis. Neste momento tudo aponta para isso, penso que ainda não se vão ausentar jogadores para fora de Oleiros, principalmente dos juvenis. Não podemos, e também não conseguimos em termos logísticos, ter mais equipas, mas agora temos praticamente todos os escalões. Falta apenas os infantis, que já tivemos alguns na equipa de iniciados, e temos de continuar a ter. Só dessa forma é que conseguimos ter ali 14/15 jogadores para compor os planteis. Só de um escalão não conseguimos. Depois temos os juniores, que neste caso penso que sejam dois/três jogadores que irão para o plantel sénior e dessa forma conseguimos abarcar aqui as idades todas de quem pretende praticar futsal.

RC – Sendo que é difícil ter muitos jogadores nas camadas jovens, porque a juventude na nossa região não abunda, há intensão de tentar introduzir alguns desses jogadores na equipa principal, ou seja na equipa sénior.
AM – Sim. Quando começámos este projeto de futsal, em 2010, já tínhamos a parte sénior, já tínhamos tido algumas equipas de formação. E vimos que não haveria aqui hipótese de fazer formação mais do que de futsal porque há poucas crianças aqui no concelho. Nós fizemos essa aposta, depois dos séniores começamos com os iniciados e agora foram subindo juvenis. Pretendemos que isso continue e até tem sido uma boa experiência. O ano passado ficámos em segundo lugar no campeonato de iniciados, este ano também fizemos bons campeonatos e fomos às finais das duas taças. Portanto aqui vê-se que há alguma qualidade e nós queremos continuar a trabalhar assim.
Temos é aqui um problema, porque quando chega a idade vão para fora e estão fora do concelho durante a semana. E isso causa-nos aqui algum problema, porque já aconteceu com outros, quando estão a tirar algum curso superior. Perde-se aqui um pouco do crescimento que eles poderiam fazer.

RC – Última palavra para os sócios da Casa do Benfica de Oleiros.
AM – Quero-lhes pedir para comparecerem mais nas nossas atividades, mesmo nesta parte do futsal. Nós sempre desenvolvemos muitas atividades para os sócios. Claro que o futsal, como vai de setembro a maio, sensivelmente, rouba-nos muito tempo, mas nós continuamos a ter a sede para os sócios, continuamos a contar com a adesão deles. Este ano também tivemos várias excursões ao Estádio da Luz, inclusivamente à final da Taça da Liga. Sabem que a casa está aberta aos fins-de-semana, durante a semana quando houver jogo e eles têm ido, têm pago as cotas, que é isso também que se pretende, têm participado nas atividades, e nós iremos continuar a trabalhar para lhes dar atividades, para levar o nome de Oleiros, e neste caso o nome da Casa do Benfica, o mais longe possível. Inclusivamente estivemos no 3º Mundial de futsal das Casas do Benfica, no Estádio da Luz, onde repetimos a classificação do ano passado que foi o 2º lugar, já fomos campeões no primeiro ano, depois obtivemos dois segundos lugares. É isso que pretendemos, e também que em termos do distrito consigamos, a qualquer zona que venhamos jogar, que o nome de Oleiros fique bem representado.


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