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"...o Governo está a discriminar Vila de Rei" - Autarca... Por unanimidade, o Executivo Municipal de Vila de Rei aprovou repudiar a decisão governamental de deixar de fora o concelho do projeto piloto de cadastro florestal, que entrou recentemente em vigor em dez concelhos (Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Pampilhosa da Serra, Penela, Sertã, Caminha, Alfândega da Fé e Proença-a-Nova).

Ricardo Aires, presidente da Câmara Municipal, contou à Rádio Condestável que soube desta decisão, de não entrar no projeto piloto, na “semana passada”, esclarecendo que o cadastro é “uma ferramenta de trabalho para que depois possamos fazer uma melhor reorganização do nosso território, custa muito dinheiro mas já começámos a fazer algumas coisas”. Ricardo Aires confessou não encontrar uma explicação para que o seu concelho tenha ficado de fora deste mapa onde vai decorrer a experiência-piloto do cadastro simplificado, pois “vamos ficar atrás dos outros concelhos todos. Vila de Rei, mais uma vez, foi esquecido pelo Governo”, disse. Relembre-se que quando no passado dia 2 de novembro esteve no concelho da Sertã, João Paulo Catarino, coordenador da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, explicou que o concelho de Vila de Rei ficou de fora porque “inicialmente este projeto piloto estava pensado para quatro, que eram Proença-a-Nova, Penela, Alfândega da Fé e Caminha, durante seis meses. Com os incêndios de Pedrógão Grande entendeu a Assembleia da República que devíamos iniciar o processo pelos Municípios atingidos por esse incêndio, mas acabámos por não deixar cair os outros quatro municípios”.

Este é o único concelho que fica de fora, constituindo-se assim como “uma ilha entre o distrito de Santarém e os concelhos que agora integram o mencionado projeto”, explica a autarquia. O Município considera ainda que, após três grandes incêndios, “urge dotar o concelho de um cadastro que permita saber o que cada proprietário tem e, assim, ter na sua posse, as bases para se poder ir mais além, no planeamento e ordenamento do território”. Embora a Unidade de Missão de Valorização do Interior tenha garantido que após a avaliação do projeto piloto de reflorestação do território, que Vila de Rei “poderia integrar o mesmo, consideramos que sem o cadastro tal não será possível”.

Ricardo Aires esclarece que “a pergunta que nós fizemos ao governo foi «como é que era possível Vila de Rei não entrar neste projeto piloto, em virtude do que ardeu este ano». Somos um concelho já fustigado de há muitos anos por grandes incêndios. Já está mais que na hora fazer o cadastro em Vila de Rei, havendo uma situação destas excecional que o Governo está a fazer, não sei como é que não estão a colocar Vila de Rei no projeto piloto. É incompreensível”. Em entrevista à Condestável e sobre o incêndio que assolou a vila no dia 13 de agosto, o edil vilarregense aproveitou para agradecer a todos os técnicos, à cruz vermelha, à GNR, ao INEM “que fizeram a antecipação de tirar todas as pessoas das aldeias, por isso é que não tivemos mortos”, relembrando que o fogo “foi igual conforme foi noutros lados da zona centro. Não consigo perceber, o Governo está a discriminar Vila de Rei, pensamos que somos todos portugueses, merecíamos o mesmo respeito”. Desta forma, o Município de Vila de Rei, mais uma vez, repudia a recusa do governo em não integrar o concelho, quer no projeto piloto do Cadastro Florestal, como também no projeto piloto da reflorestação.


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