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Sob o lema “Uma árvore por Oleiros”, parte da inscrição das equipas irá ser usada para a compra de árvores que contribuirão para a reflorestação da região… O Rali de Oleiros/Rota do Medronho decorrerá no concelho de Oleiros nos dias 1 e 2 de dezembro do corrente ano e será a última prova do campeonato regional de ralis centro.

Com o apoio do Município oleirense, a organização está a cargo da Escuderia Castelo Branco que, nesta prova, irá também desenvolver uma ação solidária para apoiar esta zona fustigada pelos incêndios deste ano. Por isso, para além de ser um evento competitivo, também irá ter um cariz solidário no sentido de recuperar a região e a floresta. Para António Sequeira, presidente da Escuderia, esta iniciativa surge como uma retribuição às pessoas daquilo que elas perderam nos incêndios “queremos fazer parte da solução. Vamos transformar o Rali de Oleiros/Rota do Medronho, num rali solidário. Tão importante quanto é os títulos a atribuir neste rali, vai ser certamente aquilo que vamos conseguir com o rali solidário para Oleiros”. Nelson Matos, sócio e colaborador desta Escuderia, salientou que “face à calamidade que assolou o país no geral e Oleiros em particular, a Escuderia decidiu criar um evento para ajudar a recuperar aquela cor verde que era tão típica deste concelho”.

Depois do apuramento das necessidades por parte da autarquia, ficou definido que esta era uma das áreas em que a intervenção tinha de ser mais forte. Em parceria com a Citroviveiros, propriedade de Miguel Vaz e com um polo de produção na Lardosa, a Escuderia vai adquirir árvores que serão plantadas na zona de Oleiros. Além de preços solidários, Miguel Vaz disponibilizou-se também a fornecer gratuitamente um número significativo de árvores. O colaborador Nelson Matos explicou que irão ser entregues árvores de fruto para reflorestar o concelho, estando assentes em três espécies, medronheiros, oliveiras e citrinos, isto para “ir buscar um pouco a flora autóctone do concelho mas também aquilo que as pessoas mais rapidamente vão valorizar”. Com a disponibilidade dos parceiros da Escuderia Castelo Branco, vão ser criados na cidade mais de 25 pontos onde podem ser feitos os donativos, nomeadamente, Meu Super, Churrasqueira da Quinta, Padaria do Montalvão, Alfapress e Covipneus.

Para quem não esteja em Castelo Branco ou não consiga deslocar-se à cidade, foi criada uma conta solidária para que possa fazer o seu donativo, “o que interessa aqui é que as pessoas façam o seu donativo para recuperar e darmos uma alegria extra ao concelho de Oleiros”. Para quem pretender efetuar o seu donativo por transferência bancária, o IBAN é PT50 0036 0206 9910 0054 0090 6. Paulo Urbano, vereador da Câmara Municipal, realçou que “não queremos deixar perder esta oportunidade e daí o repto que lancei à Escuderia de termos aqui uma marca que é a marca da árvore solidária”, sublinhando que “temos que começar a renascer e o renascimento vai começar exatamente com estas árvores e com muitas outras. Não tenho dúvida que com o apoio de todos que vamos renascer e mais fortes”. A Escuderia Castelo Branco, para além da sede e do Parque de Desportos Motorizados, vai disponibilizar formas para que todos os interessados possam associar-se a esta ação solidária.

Quanto ao nível competitivo, o desafio, proposto pela Escuderia aos concorrentes que vão participar neste rali, é marcado por troços técnicos e exigentes, “sempre em piso de asfalto, a prova costuma ser muito disputada e as expectativas em torno da competição são elevadas.”, descreve a organização. Fernando Jorge, presidente da Câmara Municipal, realçou que “em boa hora a Escuderia modificou o nome para «Rali de Oleiros/Rota do Medronho» ou não fosse de facto Oleiros uma das principais terras onde se cultiva e onde se faz derivados deste fruto, como os licores do concelho que têm ganho alguns prémios a nível nacional”. António Sequeira realçou a importância desta prova para o campeonato regional de ralis, uma vez que é a última e nela irá ser entregue o título de campeão e adiantou que “vamos contar com a presença do presidente da Federação de Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim, que irá estar no dia 1 no concelho para fazer a partida do rali”. Já Luís Dias, diretor da prova, explicou que no total será um rali com 75 quilómetros, “preocupámo-nos que fosse um rali compacto, que fosse fácil de reconhecer os percursos e tivesse proximidade entre as classificativas”. O responsável destacou ainda a vertente solidária pois “é impossível ficar indiferente a tudo o que estas regiões sofreram neste Verão. Tínhamos de agir”, esclareceu.
Tudo começa dia 1 de dezembro, sexta-feira, com uma Super-Especial “Vila de Oleiros”, às 21:00. Luís Dias explicou que o primeiro troço de sábado, que é a Prova Especial de Classificação (PEC) 2, Açude Pinto, às 11:26 com repetição às 14:16, parte da zona Açude Pinto, passando pela zona da Sertã Velha, dos Couços, Várzeas e irá terminar junto ao campo das festas do Milrico. O troço Oleiros, a classificativa 3 e 5, que vai ser disputada às 11:49 e às 14:39, neste mesmo dia, vai ter início "na zona do turismo rural recente", à saída de Oleiros e vai terminar na zona do Mosteiro. A entrega dos prémios está marcada para as 15:30, na Praça do Município.


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