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“As populações têm que se capacitar. Cada vez mais vão ter situações em que não podem ser socorridas. Os bombeiros não chegam lá a tempo”. Esta foi uma das mensagens deixadas pelo professor Domingos Xavier Viegas, diretor do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais. Este investigador veio ao Centro de Ciência Viva da Floresta de Proença-a-Nova falar sobre o tema “Uma perspetiva da ciência perante a tragédia dos incêndios”, no âmbito da iniciativa mensal “Café de Ciência” que ali decorre.

Domingos Xavier tem dedicado grande parte da sua vida a estudar o fenómeno dos incêndios e, tendo em conta o que se passou neste verão, alertou que “as pessoas têm que estar organizadas para que, ou retiram idosos, crianças e as pessoas doentes antes do fogo lá chegar ou, os que podem ficam lá para defender”, disse, ciente de que “as casas onde há gente têm mais probabilidade de não arder”.
Domingos Xavier dconsidera ainda que se deve aprender com os erros do passado e por isso a comunidade científica onde está inserido defende que deve ser criado um “programa nacional e mobilizador das pessoas para prevenir os incêndios”. “Uma meta que devemos ter é reduzir o número de ocorrências”, acrescentou, falando na realização de ações, práticas e recomendações que ajudem as pessoas a saber o que fazer em casos como o deste ano.
Questionado sobre a ausência de limpeza junto às estradas, sobretudo no caso de Pedrógão Grande, Xavier Viegas explicou que, quando interrogaram a empresa concessionária sobre o assunto, esta respondeu que “só seriam obrigados a fazê-lo de acordo com a lei, onde o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios o indica”, mas “isto é um erro da lei”, alertou o investigador, chamando ainda a atenção para o facto de Pedrógão não ter o plano aprovado.

No incêndio que começou neste concelho em junho, muitas árvores caíram impedindo a circulação das pessoas. “Muitas ficaram encurraladas”, sublinhou, lembrando que ainda assim a concessionária “podia tê-lo feito", já que "depois de arder limpou tudo”.
Xavier Viegas defende ainda que “o rescaldo e a vigilância deviam ser feitos com maior atenção. No rescaldo deviam ser usados produtos químicos retardantes” pois, “mesmo quando seca fica lá o produto químico que inibe a combustão e isso evitava muitos males”, em caso de reacendimentos, por exemplo.


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