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Foi este o tema do último Café com Ciência que decorreu no Centro de Inovação e Competências da Floresta na Sertã.

Coube ao biólogo e especialista em botânica, Jorge Paiva, falar sobre a temática. Foram mais de dois anos de trabalho e de leitura da obra camoniana em que “tentei localizá-lo no momento em que estava a escrever. Foi muito aliciante”, disse à Rádio Condestável.
Este investigador do Centro Funcional de Ecologia da Universidade de Coimbra tem-se interessado por este tema e explica que Camões, “nos ‘Lusíadas’ utiliza as plantas asiáticas e na lírica, nos sonetos, éclogas e nas odes utiliza plantas de cá. São as flores para o amor”, contextualizou. Para este investigador o escritor utiliza estas plantas e flores pois “era as que ele tinha. Ele tinha uma amada na região do Mondego que vivia do outro lado da cidade, em São Martinho e portanto ele cita muito plantas daí”, explicou, acrescentando “nos episódios do amor (Inês de Castro e ilha do Amores”, só cita plantas do Baixo Mondego, o resto é tudo asiático”.
Pelas contas do professor Jorge Paiva entre a Lírica e os Lusíadas, Luís Vaz de Camões aborda cerca de 86 espécies de plantas.
Recorde-se que os “Cafés com Ciência-Sertã” são conversas informais sobre ciência, abertas a todas as idades, promovidas pelo SerQ em parceria com Município da Sertã e o Exploratório - Centro de Ciência Viva de Coimbra. Com participação gratuita, os “Cafés com Ciência-Sertã” decorrem na última terça-feira de cada mês, das 18:00 às 19:00, nas instalações do SerQ, na Zona Industrial da Sertã.

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