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A edição sete da Maratona de Leitura – 24 Horas a Ler, realizada no passado dia sete deste mês sete “superou as nossas expetativas”, descreveu Ana Marçal, responsável pela Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes, na Sertã, organizadora deste evento, acreditando que “o Padre Manuel Antunes, onde quer que esteja, nos inspirou e fez desta a melhor maratona até hoje”. “Nunca tivemos tantos leitores nem atividades tão preenchida de gente. Tivemos casa cheia em quase tudo o que foi programado”, sustentou esta responsável.

A iniciativa de 2018 chegou ao fim às 24:00 de dia 7 e foi dedicada ao sertaginense Padre Manuel Antunes, num ano em que se estão a assinalar os 100 anos do seu nascimento. Entre os muitos participantes nesta iniciativa esteve Manuel Castanheira Leitão, amigo de infância do homenageado. Aos 102 anos recorda um jovem “mais simples do que qualquer um”, as brincadeiras dos meninos do seu tempo, a “jogar à bola, ao peão e à bilharda”. Depois destas “eu seguia para casa e ele também, mas agarrado aos livros”, ilustra, saudoso. Mais tarde, depois do seu amigo ter ido para Lisboa “só vinha cá de vez em quando ver a família e se não me via deixava à irmã um abraço para me entregar”, relembra. Ainda hoje, junto com a carta de condução tirada quando tinha 30 anos, guarda religiosamente uma estampa do anjo da guarda oferecida e assinada pelo Padre Manuel Antunes.
A edição deste ano de leitura em voz alta decorreu na biblioteca e no Castelo da Sertã com Ana Sofia Marçal a relembrar que “somos, desde a primeira edição o local em Portugal que faz a maior maratona de leitura em voz alta”, disse. Se por um lado a iniciativa tem vindo, a cada ano que passa, a aumentar a adesão e a registar mais apreciadores, por outro “deixa-nos um grande compromisso às costas”, mas “queremos muito estar à altura para ele”, garantiu, acreditando que, brevemente a Sertã terá muitos palcos de leitura espalhadas pelo concelho, “para que a maratona de leitura deixe de ser só um dia e se possa ir replicando ao longo do ano, e que este dia passe a ser o culminar de uma grande festa anual”, sustentou, deixando a garantia de que em 2019 o dia 6 de julho será novamente de leitura em voz alta durante 24 horas.

Homenagens sucederam-se

Ao longo de 24 horas foram muitas as homenagens a este pedagogo. Uma delas decorreu no Clube Bonjardim, em Cernache do Bonjardim, juntando Miguel Real, seu antigo aluno, José Eduardo Franco, seu discípulo e Manuel Castanheira Leitão, seu amigo de infância. A conversa solta sobre esta personagem foi conduzida pelo jornalista Fernando Alves que tentou ilustrar, o “setor restrito” que conhece, leu ou ouviu falar do Pedro Manuel Antunes, comparando-o a Teixeira de Pascoais ou a Fernando Pessoa, autores pouco e muito conhecidos, respetivamente, que toda a gente já ouviu falar e já leu. O jornalista quis assim vincar nesta conversa que “se não fosse o trabalho de algumas pessoas, nomeadamente de José Eduardo Franco, há uns 20 ou 30 anos para cá, a obra dele estava esquecida do grande público. Ainda bem que se chegou aqui”, disse, considerando no entanto que “falta agora espalhar esta obra que, sendo erudita, é de fácil apreensão” pois “ele tinha o condão de tornar simples o que era complexo em si mesmo. É um homem que não ficou desatualizado, não está datado e era importante muitos de nós chegarmos ao essencial da obra deste homem”, reforçou Fernando Alves.

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