Rádio Condestável - OLEIROS – Feira do Pinhal elege floresta como fonte de riqueza 


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“O interior é a nova prioridade do país” – Secretário de Estado das Florestas…  Abriu oficialmente esta tarde, a 18ª edição da Feira do Pinhal em Oleiros.

O destaque desta iniciativa volta a ser a floresta, setor que, na opinião do presidente da Câmara Municipal de Oleiros, Fernando Jorge é “o ouro destas terras” com uma mancha ainda verde, superior a 30 mil hectares. Há por isso que preservar esta mancha que é “uma fábrica de postos de trabalho”, com o pinho bravo a ser “a maior fonte de rendimento desta região”, disse o autarca. Apesar de saber que não é fácil, Fernando Jorge guarda a esperança de que, com o emparcelamento, sem o qual “a competitividade é baixa, a mão-de-obra fica cara e o uso de equipamentos e de novas tecnologias é uma utopia”, e com o cadastro se alcancem bons resultados. Por este motivo, pediu ajuda ao secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, presente na inauguração desta mostra, para que o cadastro seja uma realidade em Oleiros e na região, pois com ele beneficiavam os proprietários, melhorava a economia e ajudava-se o Estado”, completou.
O autarca fez ainda referência às perdas sentidas nos incêndios do ano passado, nomeadamente um homem, manobrador de uma máquina de rastos, cuja família ainda não recebeu qualquer indemnização do Estado. Fernando Jorge apelou assim a que se faça “uma adenda à lei” para eliminar o que considera ser “uma injustiça”.

Depois de ter enaltecido o papel das freguesias, pela proximidade que têm com as pessoas, Miguel Freitas virou o seu discurso para a floresta, para os incêndios e para aquilo que tem sido uma mudança do olhar para os territórios do interior.
Depois dos grandes incêndios do ano passado o investimento feito na prevenção foi uma realidade mas “não resolve tudo”, disse Miguel Freitas. É preciso mudar a floresta e por isso fez referência às medidas inseridas no Plano de Valorização do Interior que alocam verbas para o agro-florestal e para a substituição do pinheiro por pinheiro com 3 milhões de euros alocados.
Numa terceira medida é possível substituir eucalipto por espécies de crescimento lento e fazer a regeneração natural. Aqui estão alocados mais 12 milhões de euros, anunciou ainda Miguel Freitas, referindo que as ZIF’s terão prioridade nas candidaturas que o governo abriu para as referidas medidas.
No seu discurso fez novamente referência ao conceito “interior do Interior” para vincar que há que olhar para estes territórios de forma diferenciada, entendendo que o conselho de Ministros em Pampilhosa da Serra foi “o ponto de partida para essa mudança”.

Ali “houve a afirmação de que o interior é a nova prioridade do país e que do interior do interior, dos vários territórios do interior temos que encontrar medidas que sejam mais adequadas a esses territórios”, confirmou.
Miguel Freitas destacou ainda que “há que criar condições para que as pessoas possam viver nestes territórios”, indo também ao encontro das palavras iniciais do presidente da câmara que considerou “importante chamar gente para estes territórios” e acreditando que “o futuro será melhor”.
Esta mostra tem também um caráter solidário, na medida em que reduziu em dois terços as verbas gastas no certame desviando as verbas para as freguesias que arderam em 2017.


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