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Faz neste 2018 sete anos que Proença-a-Nova começou a apostar na exploração arqueológica com a realização de campos arqueológicos, onde, estudantes nacionais e estrangeiros se podem inscrever e participar, durante o verão nas explorações de vários locais concelhios.

A aposta nesta atividade aconteceu porque Proença tem um “grande manancial de oportunidade na Linha de Defesa e no Megalítico”, o que torna diferente este território, disse à Rádio Condestável, João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.
Potenciar o turismo nesta vertente arqueológica foi um dos objetivos que esteve na base desta iniciativa e que está ter bons resultados, garantiu João Lobo, acrescentando que “já se nota, desde logo, quando demos um salto evolutivo relativamente ao campo arqueológico, que passou a ser também internacional”. “Para além do estudo da arqueologia, eles próprios depois são embaixadores relativamente ao potencial de visitação deste território”, confirmou. Nesta estadia em Proença estes alunos e professores tomam igualmente contacto com “a gastronomia, com o lazer, com as praias fluviais, com a escalada, com o paraquedismo” e são “o veículo de atração também relativamente a outros”, reforçou.

Os trabalhos de exploração foram sempre feitos em parceria com a Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT). Este ano são três os locais que estão a ser explorados por 17 estudantes portugueses, espanhóis e ingleses que integram a equipa de arqueólogos. A Bateria das Baterias (Catraia Cimeira), o Povoado do Castelo do Chão do Trigo (Peral) e a Anta do Cabeço da Anta (Moitas). Este espaço é o que, no distrito de Castelo Branco tem a maior mamoa, ou seja, toda a estrutura que cobre a anta, e é a maior em diâmetro. Os trabalhos neste local tem sido continuado ao longo dos anos. No caso dos “Fortes e Baterias, é um trabalho que foi feito, numa primeira fase para a própria estrutura do Forte e que agora se está a desencadear, nesta segunda fase, na parte da zona das Baterias”, informou o autarca, revelando também que no caso do perímetro muralhado da Serra das Talhadas, com cerca de 2 km, está-se a tentar perceber “o objetivo do recinto e o porquê da sua construção”, parecendo ser “uma zona de proteção e de refúgio”, supôs.

Estas explorações acontecem todas em terrenos privados. A relação entre o projeto e os proprietários tem sido sempre boa e “há um dia que são chamados a vir ao campo, para perceberem a importância daquele achado, aquilo que ele traduz também para o bem público, embora esteja em terreno privado”, disse. Com esta ação, os próprios proprietários “mais tarde reconhecem o valor da descoberta, daquela estrutura” e promovem o trabalho, acrescentou, realçando uma relação que tem sido “profícua”, até porque "cedem os seus terrenos de forma gratuita e sem problemas”, confirmou.

Casa da Memória e da Cultura irá albergar achados arqueológicos

Em sete anos foram muitos os achados que foram feitos. Deste modo a autarquia irá construir a Casa da Memória e da Cultura, no antigo quartel da GNR no Largo da Devesa para acolher estes achados. “Depois da obra concluída, uma das salas será exatamente para abrigar o espólio deste campo arqueológico”, disse João Lobo, acrescentando que ali também se irá fazer “o ponto de ligação para este património que todos os anos descobrimos”.
Assim sendo, ao fim de sete anos o balanço feito é “muito positivo e surpreendente que ultrapassou muitas expetativas relativamente à atratividades das universidades que olham para estes campos como um momento de aprendizagem e enriquecimento do currículo dos alunos”, deu ainda conta o autarca, agradecendo a AEAT, aos colaboradores e arquitetos Isabel e António Sequeira do município envolvidos neste projeto.

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