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Não acreditam que executivo municipal tenha desviado fundos… A aplicação dos fundos doados pelos portugueses para ajudar na reconstrução de casas destruídas pelo incêndio de junho de 2017, em Pedrógão Grande, esteve ontem, 10 de setembro, em debate numa Assembleia Municipal extraordinária.

À entrada dos trabalhos, Valdemar Alves, presidente da autarquia pedroguense, e em declarações aos jornalistas garantiu que não existem ilegalidades no processo de reconstrução das casas afetadas pelos incêndios e que não há obras em casas que não arderam, esclarecendo que as casas apoiadas pelo Fundo Revita “são de primeira habitação” e desconhecendo se “as outras instituições reconstruiram casas de segunda habitação”. O autarca disse ainda que “as outras instituições tinham outra garantia que nós não podíamos ter no Revita ou seja o problema social. Elas têm a liberdade de reconstruir o que entendem, ao abrigo dos seus estatutos”, reforçou.
Nesta sessão, onde muitos deram a sua opinião, outros defenderam a sua honra, como foi o caso da vereadora Margarida Guedes, que garantiu nunca ter tido “acesso ao mais ínfimo montante em dinheiro. Os donativos dos portugueses estão a salvo de maldosos e hipotéticos saques do executivo municipal e só gentes (pedroguenses ou não) dotados de ardilosos esquemas para manipulação de crentes são capazes das mais vis formas de manchar a honra e a dignidade de quem trabalha e se dedica à causa pública e bem estar das populações”, focou.

Deputados defendem reconstrução de todas as casas

Nesta sessão ficou a crença, a avaliar pelas intervenções dos vários deputados do PSD, de que nenhum membro do executivo municipal, liderado por Valdemar Alves, eleito pelo PS, tenha sido beneficiado pessoalmente com donativos da reconstrução.
Luis Paulo Fernandes, eleito pelo PSD na condição de Independente, deixou clara a sua posição ao reconhecer que se tentou ajudar todos e que era preciso ajudar muito mais. “Tem que se apresentar provas da transparência. Não acredito que este executivo desviasse um cêntimo mas que tentou reconstruir casas, está mais do que provado que sim”, disse, reforçando que “este concelho, como os outros, precisam de ajuda e que fossem reconstruídas casas de segunda, terceira e de quarta habitação, mas isso tinha que ser dito logo transparentemente aos portugueses”. Para este deputado o executivo, com esta assembleia, voltou a perder “mais uma oportunidade de dizer a verdade, de que ajudou quem não tinha luz ou água e a preencher os papéis. É preciso admitir que há aqui muita casa que é preciso levantar”, atestou.
Por seu lado Rui Capitão, também deputado do PSD, lamentou o que se está a passar ao se estar a fazer julgamentos sumários aos autarcas, sejam eles elementos de que executivo for, ou ao nome de Pedrógão Grande. “Se a verdade for apurada é nas devidas instâncias”, disse.
Já para o presidente da Assembleia Municipal de Pedrógão Grande, Tomás Correia, mais importante do que falar sobre as suspeitas de irregularidades, é defender a reconstrução de todo o património destruído pelo fogo de 2017, lamentando que “não defendemos em uníssono que todo o património urbano destruído pelo fogo deve ser reparado. O país tem o dever de reparar esse património” e considerando que “não nos podemos bater por uma injustiça em cima de outra injustiça”, sendo que “a grande injustiça foi o abandono a que esta terra esteve sujeita durante muitos anos”, finalizou.
Nesta sessão, Valdemar Alves deu ainda informações sobre uma conta bancária solidária, à responsabilidade da autarquia, que ronda os 350 mil euros e que o autarca gostaria de ver crescer para poder ajudar na reconstrução do que não foi apoiado, nomeadamente dos barracões agrícolas destruídos pelo incêndio.


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