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A Associação de Produtores Florestais e Agrícolas da Zona do Pinhal, com sede no Troviscal, concelho da Sertã promoveu recentemente uma ação de informação sobre fitossanidade e silvicultura no pinheiro bravo.

Foi orador o engenheiro Bernardino Dias do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). Ali falou-se dos males que afetam a floresta, nomeadamente incêndios e pragas e também de rentabilidade que não está a ser devidamente aproveitada se pensarmos na biomassa florestal.
Além dos incêndios, a maior preocupação são as pragas e Bernardino Dias começou por elucidar os presentes sobre a vespa das galhas do castanheiro, que não tem tratamento químico, apenas é mecânico ou seja, quando se verificar deve-se “cortar a galha e queimar, o que é difícil, dada a dimensão de castanheiros”, disse, explicando que a vespa ataca os rebentos, logo, “o primeiro passo é eliminar esses rebentos, bem como os que vão nascendo ao longo dos troncos”. Esta praga tende a alastrar pois existem muitos castanheiros e estão maltratados e "quanto mais maltratados estão, pior”, focou.
Quanto ao nemátodo da madeira do pinheiro o técnico explicou que o inseto vetor sempre existiu em Portugal. Com a Expo 98 veio para o nosso país na madeira importada. Uma vez dentro da árvore, o nemátodo faz o estrangulamento completo dos canais de circulação na árvore. Uma das soluções são as armadilhas ou o corte das árvores afetadas e esta é “a época ideal para o fazer”, aconselhou. “Se as árvores forem cortadas quando estão a secar, o inseto nõa sai na primavera”, disse. Os insetos atacam preferencialmente os maiores, os melhores pinheiros e os que têm a maior copa.

Um pouco por toda a região “há centenas de pinheiros a secar e outros que já secaram porque foram feitas as faixas de gestão de combustível e como não foram retirados os sobrantes, apareceram os bóstricos que matam os pinheiros”, salientou, referindo-se a outra praga diferente.
Por outro lado a lagarta do pinheiro é outro problema complicado. Não matam o pinheiro, apenas atrasam o seu crescimento, mas acarretam “graves problemas de saúde pública”, daí haver cuidados a ter em conta, principalmente em termos de alergias. Neste momento a fase é de desenvolvimento das lagartas. Vão ficar a alimentar-se no pinheiro sensivelmente até fevereiro ou março, dependendo das condições climáticas. O conselho é não mexer nos carreiros que formam quando descem do pinheiro.
Quanto ao eucalipto, também esta árvore se vê a braços com o gorgulho que come quando é larva e quando é inseto adulto. “Ataca sempre os melhores crescimentos e os eucaliptos mais viçosos”, elucidou o técnico do ICNF referindo que existe tratamento mas “é dispendioso”.
A terminar, Bernardino Dias vincou que será importante uma união entre todos os proprietários para que os problemas da floresta sejam minimizados. “Temos que começar a pensar em todos em detrimento de cada um”, reforçou, apelando ao associativismo.


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