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Nas últimas décadas a nossa floresta tem sido alvo de um verdadeiro assalto por parte de pragas que a estão a debilitar. Para além dos incêndios, existe o nemátodo da madeira do pinheiro e mais recentemente o bóstrico, pragas que provocam a morte do pinheiro bravo. Árvores autóctones como o sobreiro e o castanheiro têm também os seus inimigos. No caso do castanheiro começa agora a falar-se na vespa das galhas do castanheiro.

Ciente deste problema o concelho de Oleiros, em articulação com a Associação Portuguesa da Castanha, vai suportar monetariamente a aquisição do método biológico de luta, de modo a fazer face a esta praga e assim diminuir os efeitos que a mesma poderá trazer à produção de Castanha no concelho e na região.
A juntar-se a esta ação, também o Centro de Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova está a organizar uma sessão de esclarecimento, a realizar no próximo dia 6 de março, às 18:00 e cujas inscrições estão abertas até dia 5 de março. Serão oradores Ana Manteigas da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) e Cândido Henriques, da RefCast – Associação Portuguesa da Castanha.
Em novembro último, quando esteve no Troviscal, concelho da Sertã, Bernardino Dias do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) falou sobre esta praga que está a chegar ao nosso território e que não tem tratamentos químicos, disse na ocasião o responsável. Existe uma forma de combate que é queimar a galha mas “não acredito que resulte pela dimensão que a praga já tem”, disse. Bernardino Dias elucidou que “a vespa ataca rebentos ao fundo do tronco e a primeira coisa a fazer é eliminar esses rebentos e depois criar as melhores condições de desenvolvimento para o castanheiro pois quanto mais crescer mais rebentos tem e pior será”, explicou. No concelho de Oleiros, a pior zona é a de Isna, esclareceu também este técnico.

Assim, e como não existe, para já uma arma química para a combater a vespa das galhas do castanheiro, resta uma ideia que veio de Itália. “A galha faz uma bola onde se desenvolve, no interior, uma vespa. O tratamento biológico é lançar insetos, criados em laboratório, que picam aquela bolinha (galha) e metem um ovo lá dentro. Este ovo desenvolve-se dentro do ovo da vespa e elimina-o. Depois sai um inseto que vai fazer o ataque a outras galhas”, descreveu. O problema, de acordo com Bernardino Dias é que, se o tratamento biológico é numa zona, e noutra próxima  se faz o tratamento fitoquímico, “matamos os insetos todos que andamos a largar em termos biológicos”.
Bernardino Dias deixou, em jeito de alerta, a ideia de que “quanto mais mal tratados estiverem os castanheiros, pior será”.
De referir que no concelho de Oleiros, a autarquia vai suportar o custo deste método de combate à vespa das galhas do castanheiro. A edilidade lançou também, em comunicado, um apelo à população, para que, caso detete a presença deste tipo de ramos em algum castanheiro comunique à DRAPC ou ao Gabinete Técnico Florestal/Serviço Municipal de Proteção Civil de Oleiros.


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