CASTELO BRANCO: Investimentos passados e futuros lembrados no Dia da Cidade

Vítimas da pandemia lembradas na Sessão Solene onde se homenagearam várias personalidades e instituições concelhias.

CASTELO BRANCO: Investimentos passados e futuros lembrados no Dia da Cidade

Castelo Branco assinala hoje os 250 anos de elevação a cidade. Para assinalar este dia especial decorreu, esta manhã, a habitual sessão solene no Cine Teatro Avenida, na qual todos os intervenientes lembraram estes tempos de pandemia de Covid-19 e aqueles que perderam a vida no concelho de Castelo Branco.
A propósito da pandemia, muitos foram os apoios disponibilizados pela autarquia albicastrense e que já rondam o valor de cinco milhões de euros. Foram esses que o presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, José Augusto Alves começou por relembrar, enaltecendo ainda o papel de todos os que têm estado na linha da frente do combate à pandemia.
O autarca fez ainda um balanço positivo dos últimos anos, a nível de investimentos e de turismo e destacou o papel dos seus antecessores na autarquia. José Augusto Alves falou ainda da aposta na economia com a criação de mais de mil postos de trabalho nos últimos anos e da dinamização do empreendedorismo com a criação de várias infraestruturas, ações que culminaram, há dois dias com a distinção de Castelo Branco como “Região Europeia do Empreendedorismo”, “mais um motivo de orgulho pois é fruto do trabalho desenvolvido nos últimos anos e da estratégia que ganha um grande destaque ao nível internacional”, sustentou o edil.
Antes da intervenção do autarca, Arnaldo Brás, presidente da Assembleia Municipal do PS destacou o fator empreendedorismo, uma marca da cidade com um grande futuro pela frente, no qual focou as portagens da A23, o IC31 e a Barragem do Alvito.
Da bancada do CDS, Oliveira Martins mostrou preocupação com a desertificação do território e disponibilidade do partido para ajudar a resolver o problema. Atendendo a que a pandemia vai trazer muitos problemas no futuro, aconselhou a que, no pós pandemia, se “ajudem as empresas” e demonstrou que “tem que haver um trabalho de proximidade nas freguesias rurais”.
Por seu lado, Carina Caetano, da CDU, focou a importância do IC31 e da Barragem do Alvito para dizer que tem que haver um trabalho bem feito para que não se verifique uma “sangria para o litoral” e notou a importância de haver um plano distrital para puxar pelo concelho e pela região. No que respeita a homenagens, deixou a proposta para que, no próximo ano, se faça uma homenagem aos trabalhadores da autarquia.
Da parte do Bloco de Esquerda, José Ribeiro, falou das políticas sociais que têm que ser “verdadeiras e justas” e não “ajudas existencialistas”, considerando igualmente que a transferência de competências na área da saúde tem que ser considerada.
A falta de condições para fixar os jovens foi um dos temas abordados pelo PSD, com Álvaro Batista a dizer que “viver no interior não é problema”, há é que procurar saber onde se deve atuar. Aproveitou a ocasião para criticar o facto de o IC31 não avançar, por falta de dinheiro, mas “já há dinheiro para construir mais uma ponte no Porto”, ironizou. O deputado deixou ainda presente que as freguesias necessitam de mais apoio.
Leopoldo Rodrigues, da bancada do PS começou por recordar todas as famílias que passaram e passam por situações difíceis nesta pandemia da Covid-19. Salientou o trabalho feito pela autarquia até agora mas, apesar do que está feito, disse que é preciso mais ideias e desenvolvimento e apontou diversas linhas de intervenção como por exemplo “valorizar a identidade, memória e património da cidade nomeadamente da zona histórica, continuara a apostar na educação, formação e emprego, combater a desertificação humana implementando políticas de atração e fixação de novos residentes”, entre outras. Destacou igualmente fatores que têm servido para atrair residentes, principalmente estrangeiros, como sendo a sustentabilidade e qualidade de vida da região, segurança e facilidade que há em chegar aos grandes centros. “Queremos uma cidade mais verde, mais amiga dos seus habitantes e mais apetecível para morar, estudar e trabalhar, bem como ser influência desde o local até ao internacional”, terminou.
Nesta cerimónia foram ainda atribuídas medalhas de ouro da cidade à Unidade Local de Saúde, Bombeiros Voluntários, PSP, GNR, Instituto Politécnico, às associações Comercial e Empresarial da Beira Baixa (ACICB) e Empresarial da Beira Baixa (AEBB), à Proteção Civil e aos quatro agrupamentos de escolas do concelho.
Receberam também esta medalha o médico Fernando Dias de Carvalho, o artista plástico Manuel Cargaleiro, a presidente da APPACDM Maria de Lurdes Pombo e o presidente da assembleia municipal Arnaldo Brás, personalidades que tinham sido indicadas no ano passado.
De referir que a celebração dos 250 anos da elevação de Castelo Branco a cidade não se vai esgotar nas 24 horas de 20 de março e ao longo do ano vão acontecer mais iniciativas.

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