CERNACHE DO BONJARDIM: Altri Florestal procura parceiros para expandir área de intervenção

Empresa pretende alugar ou adquirir terrenos.

CERNACHE DO BONJARDIM: Altri Florestal procura parceiros para expandir área de intervenção

Em 2017, após os grandes incêndios que assolaram este território, os responsáveis políticos vieram a público dizer que era preciso, de uma vez por todas, olhar para o território e promover a floresta como um ativo valioso para todos os intervenientes.
Neste momento já existem várias alternativas, como as Zonas de Intervenção Florestal, as Áreas de Gestão da Paisagem ou o Arrendamento das Terras para exploração em larga escala, como acontece com a Altri Florestal. A empresa já está implementada neste território e pretende aumentar a sua área de atuação. Deste modo, no passado sábado, dia 3 de julho, no âmbito da sessão de esclarecimento sobre gestão florestal, responsáveis da empresa estiveram no auditório da junta de freguesia de Cernache do Bonjardim no sentido de apresentarem os seus objetivos e intenções. A ideia é tornar estes territórios mais rentáveis e “crescer a partir do património que já cá temos”, confirmou à Rádio Condestável Henk Feit, diretor de estratégia e desenvolvimento florestal na Altri Florestal. “Procuramos encontrar parceiros para se juntarem aos parceiros que já gerimos. Essa junção pode passar por acordos de arrendamento em que nós tomamos conta da gestão mas os proprietários ficam donos da sua terra mas também estamos cá para comprar terrenos”, explicou.
Esta empresa tem “uma visão global da floresta portuguesa”, garantiu Henk Feit e tem sempre em linha de conta a parte produtiva, bem como a conservação e equilíbrio da natureza. “Queremos cuidar de áreas de pinho, carvalho ou linhas de água e temos uma visão integrada de toda esta floresta”, disse, acrescentando que “quando apresentamos um projeto de eucaliptos procuramos incorporar medidas de promoção ambiental dentro daquelas parcelas”.
Num território como o desta região, onde ainda há muita parcela por identificar, a Altri Florestal está disposta a ajudar os proprietários a lidar com essa burocracia.
Esta sessão de esclarecimento teve uma fraca adesão e Filomena Bernardo recorda que já passaram quatro anos desde os grandes incêndios e “a nossa floresta está cada vez mais desordenada e tem que se fazer algo”, notou, ciente de que, com esta sessão, a junta cumpriu o seu papel de “ajudar a população nesta matéria”. A autarca tem constatado no terreno que apenas estão a ser registadas as áreas que são compradas e vendidas. O restante continua por registar.

Partilhar: