CERNACHE DO BONJARDIM: Investimentos futuros visam aumentar receitas no CSSNSM

Instituição vai estar atenta a todas as oportunidades.

CERNACHE DO BONJARDIM: Investimentos futuros visam aumentar receitas no CSSNSM

Apesar dos tempos conturbados e de alguma instabilidade, o Centro Social São Nuno de Santa Maria (CSSNSM) apresentou aos sócios, no passado sábado dia 27 de novembro, em Assembleia Geral (AG), o seu plano de atividades e orçamento para o próximo ano. Como disse o presidente da direção, Joaquim Filipe Patrício, apesar de “limitados” pelas sucessivas vagas do SARS-CoV-2, os próximos tempos serão para apostar forte no investimento, tendo em vista o aumento de receitas. O presidente recordou que em dez anos as receitas se mantiveram nos dois milhões de euros mas as despesas com o pessoal aumentaram de cerca de 900 mil euros para um milhão e quinhentos mil euros. “Isto leva a que se vá esmagando a margem que temos para todo o outro tipo de custos. A única forma que temos, dentro do meio socioeconómico rural e pobre como é o nosso, é alargarmos o lar, criarmos mais camas que permitam, eventualmente, preparar e pensar a médio e longo prazo (10, 15, 20 anos)”, explicou.
Existe ainda uma candidatura à mobilidade verde social para aquisição de uma viatura elétrica para o serviço de apoio domiciliário e a aquisição de imóveis. Neste último caso, mais uma vez, a aposta é no futuro. “Temos que estar atentos a todas as oportunidades que nos surjam e portanto, surgindo esta, há que agarrá-la, porque se não aproveitar esta oportunidade hoje, ela passou e eu não a vou voltar a ter”, elucidou.
Nas últimas semanas, as valências da creche e do pré-escolar formam afetadas por um surto de Covid-19, o que levou à suspensão das atividades. Sobre esta situação, o presidente da direção, mostrou-se indignado com o que tem ouvido por parte de quem tem responsabilidades nesta matéria. “O perigo não está aqui dentro, está lá fora e nós repetimos-lhes (aos colaboradores) que têm de ter posicionamentos corretos relativamente à sua postura fora da instituição”, relembrou, reforçando que “ele (perigo) pode ser trazido cá para dentro e vem com as crianças que não estão vacinadas, com os pais das crianças e também com os nosso colaboradores. Agora eu não admitirei nunca é atestados de menoridade, quer à nossa instituição, quer aos nossos colaboradores”, adiantou.
Para um serviço que tem que estar todos os dias na rua, os tempos têm sido difíceis de gerir numa instituição como esta, pois os colaboradores têm que ter contacto com quem presta serviços fora “e esse é um problema”, reconheceu. “Nem sequer podemos ter medo e acredito que nós temos colaboradores na nossa instituição com reações completamente de pavor, ao ponto de não conseguirem vir trabalhar com descargas emocionais muito violentas porque não conseguem reagir”, disse.
Perante o que a instituição está a passar com mais este surto, Joaquim Filipe Patrício, rematou com o velho ditado, “nunca se curve diante da autoridade mas tire-lhe sempre o chapéu”. O presidente garantiu assim que “respeito todas as autoridades, mas nunca me curvo diante de nenhuma. É isso que procuro fazer no meu dia-a-dia”, sustentou.
Nesta AG foi aprovado o plano de atividades e o orçamento para o próximo ano no valor de dois milhões e duzentos e cinquenta mil euros.

 

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