COVID-19: País sai do estado de emergência sexta-feira

Dia 30 de abril acaba o estado de emergência. O anúncio foi feito ontem à noite pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

COVID-19: País sai do estado de emergência sexta-feira

Apesar de ter anunciado o fim do estado de emergência a partir da próxima sexta-feira, o Chefe de Estado deixou claro que não hesitará em 'puxar o travão', se necessário.
"Decidi não renovar o Estado de Emergência", anunciou, ontem à noite, 27 de abril, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, numa declaração ao início da noite ao país, depois de ter ouvido os especialistas, partidos políticos e o Governo.
"Nesta decisão pesou a estabilização e até a descida do número médio de mortes, de internados em enfermaria e em cuidados intensivos, assim como a redução do Rt [indicador de transmissibilidade], bem como a estabilização do número de infetados, ou seja, a incidência da pandemia", explicou. Pesou igualmente na decisão do chefe de Estado, prosseguiu, o avanço em testes e na vacinação, assim como o facto de já ter "decorrido um mês sobre a Páscoa e a abertura das aulas", disse.
O Presidente da República deixou, no entanto, um alerta aos portugueses: "É bom que fique claro aquilo que têm dito os especialistas neste domínio. Passámos de uma fase de ver ao fundo do túnel para termos uma luminosidade crescente no dia a dia", mas "não estamos numa época livre de Covid, livre de vírus. Podemos infetar os nossos contactos e permitir que a doença continue a transmitir-se. Enfrentamos, ademais, o risco de novas variantes menos controláveis pela vacina. Tudo isto justifica uma preocupação preventiva de todos nós".
Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou ainda para realçar que "este é o momento de agradecer aos especialistas”, que se juntaram aos profissionais de saúde, "os mais heróis dos heróis desta pandemia".
O passo que foi dado está alicerçado, sustentou, "na confiança, numa confiança que tem de ser observada por cada um de nós". Por isso, "sem Estado de Emergência, como tem feito e bem o Governo, e o senhor primeiro-ministro tornado claro nas suas intervenções, há que manter ou adotar todas as medidas consideradas indispensáveis para impedir recuos, retrocessos, regressos a um passado que não desejamos”.
Chegado ao fim o Estado de Emergência, que foi declarado 15 vezes e vigorou por 173 dias consecutivos, Marcelo deixou um aviso aos portugueses, ou seja, “se necessário for, não hesitarei em avançar com novo Estado de Emergência, se o presente passo não deparar - ou não puder deparar - com a resposta baseada na confiança essencial para todos nós”.
A terminar o Chefe de Estado agradeceu aos portugueses “por este ano e dois meses de corajosa e disciplinada resistência", acreditando na "sensatez e solidariedade" da população, "numa luta que é de todos e nessa luta temos de poder contar com cada um de nós".

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