FLORESTA: Projeto rePLANT nasceu hoje

Novo projeto para valorização e defesa da floresta portuguesa tem um investimento de 5,6 milhões de euros e foi lançado hoje, 23 de março.

FLORESTA: Projeto rePLANT nasceu hoje

O projeto rePLANT, que pretende dar a conhecer novas tecnologias e criar serviços nas áreas da gestão integrada da floresta e do fogo, tem um investimento de 5,6 milhões de euros e  foi lançado hoje, 23 de março.
Em declarações à Lusa, Carlos Fonseca, diretor científico e tecnológico do ForestWISE -- Laboratório Colaborativo para Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, que fará a gestão do rePLANT com a The Navigator Company, contou que o projeto de âmbito nacional vai "fazer toda a diferença no setor florestal".
O rePLANT, apoiado pelo Compete Portugal 2020, através dos programas POCI e Lisboa 2020, junta 20 entidades e envolve mais de 70 investigadores e técnicos especializados, sendo desenvolvido até junho de 2023.
Está dividido em três grandes áreas de ação e integra iniciativas como a monitorização da floresta através de câmaras óticas, o desenvolvimento de novos modelos de gestão florestal sustentável para as principais espécies florestais portuguesas ou o uso da robótica nas operações florestais.
Segundo Carlos Fonseca, um dos pontos fortes é a junção de entidades, a união das empresas com maior relevância no setor florestal com empresas das áreas energéticas e tecnológicas que se associaram à academia e ao conhecimento para definir as melhores estratégias para esta transformação.
O consórcio multidisciplinar reunido pelo ForestWISE vai implantar oito estratégias, estruturadas em atividades de investigação industrial de três grandes setores: gestão da floresta e do fogo (liderado pela Sonae Arauco e Instituto Superior de Agronomia), gestão do risco (REN e Universidade de Coimbra), e economia circular e cadeias de valor (The Navigator Company e ForestWISE).
Por fim, a vertente da economia circular e cadeias de valor está vocacionada para a aplicação no terreno de tecnologias que permitam trazer valor acrescentado ao nível da biomassa.
Carlos Fonseca contou também que o projeto vai ter incidência em todo o país, mas grande parte das áreas-piloto está nas regiões do país com maior mancha florestal: Norte e Centro.
Ainda assim, os impactos estimados são a nível nacional e prevê-se que as tecnologias aplicadas e os modelos de gestão possam ser depois exportados para outros países, inclusive na bacia do Mediterrâneo, com características mais semelhantes a Portugal.
No que diz respeito aos resultados, Carlos Fonseca apontou para o médio/longo prazo.

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