FLORESTA: “Resineiros Vigilantes 2021” com 26 equipas

Protocolo foi assinado hoje.

FLORESTA: “Resineiros Vigilantes 2021” com 26 equipas

O Instituto da Conservação da Natureza e da Florestas (ICNF) e a Resipinus - Associação de Destiladores e Exploradores de Resina assinaram hoje o protocolo que visa a colaboração dos resineiros na vigilância da floresta contra incêndios.
O programa 'Resineiros Vigilantes 2021' vai contar com uma dotação de 759 mil euros, até 2025, e 26 equipas de vigilância no âmbito dos incêndios florestais em todo o país.
O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, acredita que esta ação contribuirá para chegar a 2025 com "uma área florestal de pinheiro mais produtiva". A verba atribuída ao programa vai permitir a criação de 26 equipas de vigilância, envolvendo 21 entidades e abrangendo 71 freguesias do país.
A importância do setor da resina foi durante a cerimónia sublinhada pelo ministro do Ambiente, lembrando que a par com o calçado e os têxteis a resinagem foi integrada do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), nas medidas referentes à Bio-economia.
O setor vai movimentar investimentos na ordem dos 33 milhões de euros, dos quais 17,5 milhões de euros "dirigidos a um projeto integrado onde se inserem projetos de investigação, desenvolvimento e inovação", referiu o vice-presidente do ICNF.
A verba inclui ainda um investimento de 3.345.000 euros na aquisição de materiais para a atividade do resineiro (como alfaias agrícolas e viaturas equipadas para vigilância), 350 mil euros para a reabilitação de um edifício público para a instalação da Academia do Resineiro (na Marinha Grande); 100 mil euros para a realização de um estudo sobre o potencial de resinagem no país e, por último, um investimento de 10.746 mil euros na beneficiação de povoamentos de pinheiro bravo em áreas prioritárias para a resinagem.
O Programa "Resineiros Vigilantes" resulta de um projeto-piloto iniciado em 2019 para promover a vigilância por equipas de resineiros em áreas de floresta, em períodos críticos de alerta.
No primeiro ano contou com 18 equipas que realizaram 42 dias de vigilância. Em 2020 aumentou para 26 equipas e mais de 50 dias de vigilância em que, segundo a Resipinus, foram efetuados mais de 12 primeiros alertas de incêndio que permitiram a mobilização de meios operacionais de primeira intervenção.

Foto: Arquivo RC

Partilhar: