MAÇÃO: Investimentos na área da cannabis começam a tomar forma

Presidente da câmara acredita que esta aposta poderá virar a página da fatalidade no concelho.

MAÇÃO: Investimentos na área da cannabis começam a tomar forma

A Greatsoul - Pharma Portugal, empresa na área do cultivo da cannabis para fins medicinais, vai investir cerca de 3 milhões de euros no concelho de Mação. Ontem, 10 de maio, foi lançada a primeira pedra desta empresa que se situará na Zona Industrial de Ortiga e que pretende começar a laborar daqui a oito meses.
Trata-se assim do primeiro investimento para cultivo, armazenamento, produção, manipulação ou transformação, importação, exportação, trânsito e expedição, da espécie vegetal canábis e seus derivados para fins medicinais.
O investimento é importante para o concelho, considerou Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal de Mação pois “significa postos de trabalho e desenvolvimento económico para o concelho”, disse, esperando que “os objetivos da empresa sejam todos concretizados e que daqui a uns anos possamos dizer que o esforço para que as coisas acontecessem, valeu a pena”, notou.
Mação foi o concelho eleito pois “temos as condições geográficas perfeitas para a atividade e sempre contamos com o apoio da câmara”, confirmou Jaime Gil Robles, CEO da empresa.

Esta é uma atividade regulada pelo Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P. Consoante as autorizações que vão recebendo, assim acontece o crescimento das empresas e por isso a Greatsoul vai trabalhar em fases distintas, confirmou, explicando igualmente que “por agora dimensionámos um projeto coerente, tanto com a câmara como com o Infarmed”. É intenção da empresa criar até 20 postos de trabalho.
Esta é a primeira de três empresas que escolheram o concelho de Mação para produzir cannabis para fins medicinais. Tanto o presidente da Junta de Freguesia de Ortiga, Rui Dias, como Vasco Estrela concordam que este investimento virá dar uma nova vida à freguesia e o autarca maçaense acredita que, à medida que as obras comecem a acontecer, “podemos estar a falar de um concelho de Mação um pouco diferente”, disse. Ciente de que é para esse objetivo que um autarca trabalha, o edil maçaense sabe que só é possível “se houver uma grande conjugação de esforços, que as oportunidades surjam, que as possamos agarrar e que haja um conjunto de entidades que nos ajudam a concretizar estes objetivos”, vincou.
Deste modo espera-se que o conselho consiga um “virar de página, deixar a ideia da fatalidade e de que tudo o que acontece é mau”, sublinhou o presidente da câmara.

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