MAÇÃO: Surto em Lar de Ortiga com perto de duas dezenas de infetados

Entre utentes e funcionários. Todos vacinados.

MAÇÃO: Surto em Lar de Ortiga com perto de duas dezenas de infetados

Foi conhecido esta quinta-feira mais uma situação de um surto num lar da freguesia de Ortiga, concelho de Mação, concretamente no lar do Centro de Solidariedade Social Nossa Senhora das Dores de Ortiga. Esta situação foi confirmada à Rádio Condestável pelo presidente da direção da instituição, Afonso Matias que, sem dar muitos pormenores e remetendo para mais tarde outras explicações, disse somente que há “utentes positivos e outros estão negativo”.
Assim 18 pessoas, entre idosos e funcionários, estão infetados. A situação começou na passada semana com a deteção de dois casos, seguiram-se mais e esta quinta-feira já havia 18 pessoas infetadas, confirmou à Rádio Condestável o presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, julgando que “não há nenhuma situação de gravidade entre os utentes e parece-me que a situação tende a ser controlada”.
Desde sempre a autarquia tem acompanhado esta e outras situações e está disponível para “apoiar no que for solicitado”, deixa claro o autarca maçaense. Esta sexta-feira o presidente das Misericórdias, Manuel Lemos pediu que fossem feitos testes à imunidade dos idosos vacinados. Vasco Estrela confessa que esta situação na Ortiga, bem como a de Proença-a-Nova, a quem já demonstrou a sua solidariedade, apanhou toda a gente de surpresa, prova que “sabemos pouco sobre esta doença”. O autarca concorda com a posição de Manuel Lemos e “devemos tentar perceber a imunidade que ainda hoje existe por parte dos idosos”, confirmou, ciente de que “apesar de haver algum controlo na doença, estas situações provam que a imunidade das pessoas mais idosas não se prolonga por muito tempo”. A par desta situação, o facto de, também os funcionários vacinados duas vezes estarem infetados, significa “que aqui há uma margem para a doença voltar a ter impactos com significado” e defende que seja feita “uma reflexão, por parte da comunidade científica, para esta matéria”.
As instituições concelhias têm estado a fazer, regularmente, testes rápidos aos utentes e funcionários e esta situação “reforça essa necessidade e também a necessidade de se manterem os cuidados impostos pela DGS”.
Com o eventual proliferar destas situações, o autarca mostra-se preocupado com os idosos no sentido da sua liberdade ser, de novo, colocada em causa. Será “uma gestão complicada para as famílias e para os idosos e responsáveis por estas instituições”, rematou o edil maçaense.

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