OLEIROS: Concelho apresentou estudo sobre biorresíduos

Trata-se da versão preliminar do estudo municipal.

OLEIROS: Concelho apresentou estudo sobre biorresíduos

Os tempos que se aproximam serão de inovação em termos de separação de lixos e todos os concelhos estão a apresentar os estudos que foram feitos para melhor implementar um sistema de recolha seletiva de biorresíduos. Lembrando as evoluções e novas visões sobre o conceito de resíduos, o vereador da Câmara Municipal de Oleiros, Vítor Antunes, falou da evolução que aconteceu nos últimos anos nesta matéria e que agora é “radical”, definiu, recordando a aprovação recente da diretiva da União Europeia que “veio estabelecer a obrigatoriedade dos estados membros de assegurarem até 31 de dezembro de 2023 a separação e reciclagem na origem, ou separação seletiva dos biorresíduos”, explicou. Cabe assim aos municípios gerir esta matéria.
Oleiros é um concelho predominantemente rural, logo com características que o diferenciam de outros concelhos do litoral, por isso este assunto tem que ser tratado de forma diferente, notou o vereador, lembrando que já são desviados de aterro a grande maioria dos resíduos orgânicos, os quais são aproveitados para benefício próprio. “Na prática, a população do meio rural, ou do meio menos urbano, por si só, têm uma grande vantagem pelo facto de possibilitar uma solução mais adequada no aproveitamento dos resíduos orgânicos”, reforçou Vítor Antunes”.
Assim, e no caso concreto da vila de Oleiros e sedes de freguesia de Estreito e de Orvalho, a solução passará por ter “uma recolha de proximidade”, anunciou Conceição Vieira da empresa ENHídrica e responsável pelo estudo para o concelho oleirense.
Tendo em conta que o futuro trará soluções diferentes e, possivelmente, mais rentáveis, o estudo teve a preocupação de deixar soluções moldáveis, disse ainda Conceição Vieira. O estudo abrange também o setor não doméstico e aqui foram identificados 43 produtores (hotéis, cafés, restaurante, IPSS, escolas, entre outros). No que respeita aos resíduos verdes, a câmara tem já disponível um serviço de recolha a pedido.
A nível de investimentos, foi considerado diverso material, nomeadamente a aquisição de baldes e contentores, a criação de seis ilhas de compostagem e a aquisição de, pelo menos duas viaturas, bem como a aquisição de compostores domésticos.
Para implementar devidamente este modelo, terá que haver uma articulação entre as várias entidades interessadas, nomeadamente entidades em alta (Valnor) e entidades em baixa, como as juntas de freguesia, consideradas “verdadeiros agentes da mudança” e também toda a população que terá que “modificar comportamentos”, destacou Conceição Vieira.
Esta medida visa essencialmente desviar os biorresíduos dos aterros (que têm impacto ambiental negativo) e contribuir para a sua valorização material.

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