OLEIROS: Quartel dos bombeiros foi ampliado e remodelado

Obras foram inauguradas no passado sábado.

OLEIROS: Quartel dos bombeiros foi ampliado e remodelado

Com um investimento a rondar um milhão de euros, financiados em parte pelos fundos europeus (733.254.65€ do POSEUR), a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oleiros dispõe de uma “casa nova” com a remodelação e ampliação das suas instalações.
A inauguração oficial aconteceu este sábado, dia 5 de junho, na presença da secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar. Para a Governante, este tipo de obras “ajuda a criar melhores condições para que os bombeiros possam, cada vez mais, afirmar-se como polo dinamizador do que é o todo do nosso país, mas com expressão fundamental para o interior”. Bombeiros que são, “um foco importante de coesão destas regiões pois ajudam a atrair pessoas e a fixar novos elementos”, disse, fazendo referência à escola que vai formar mais 19 estagiários em Oleiros.
O setor dos bombeiros, acrescentou Patrícia Gaspar, tem estado, este último ano e meio, sob uma grande prova de fogo em termos de gestão operacional e financeira. A Governante relembrou que “conseguimos mobilizar cerca de 13 milhões de euros de apoio extraordinário para estas casas continuarem a funcionar e ter uma rede nacional de 500 ambulâncias que estiveram disponíveis". Reforçou ainda o papel das câmaras, entidades essenciais para “conseguirmos levar esta missão a bom porto”, sustentou.
Para reforçar esta ideia destacou o aumento do número de Equipas de Intervenção Permanente. Neste momento são mais 60 e até final do verão serão de mais 20 a 30.
Em Oleiros estão em formação mais 19 aspirantes, facto que demonstra a força da instituição neste concelho, por isso Albino Caldeira, presidente da direção, notou que “não basta ter uma casa nova é preciso criar condições para estes homens e mulheres poderem servir melhor as populações”. Este é um desafio que hoje se coloca a qualquer comandante de uma corporação de bombeiros e José Requeijo, representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, destacando a formação destes 19 bombeiros, colocou a pergunta em cima da mesa, ou seja, “que condições lhes damos para eles desenvolverem o seu voluntariado?”, alertando para a importância de discutir a “disponibilidade do que é o voluntariado”.
Quanto a José Duarte da Costa, presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, explicou que “este voluntariado funciona como uma escola de cidadania, onde muitos dos jovens aprendem o respeito pelos símbolos nacionais, sobre a hierarquia, a participação e a darem algo de si à comunidade”. A terminar recusou a ideia de que “ser voluntário é ter menos capacidade operacional”.
Fernando Jorge, presidente da autarquia oleirense, enalteceu estes homens e mulheres que estão sempre disponíveis e reforçou que não é a câmara que apoia a instituição, são os bombeiros que apoiam o concelho. “O que poderia acontecer a Oleiros, rodeado de mata frondosa, se não tivéssemos estes homens sempre disponíveis a trabalhar em prol das pessoas?”, questionou em jeito de remate. Por este motivo, é preciso acarinhar estes operacionais que nos últimos tempos sentiram a revolta das populações, lembrou Luís Antunes, comandante dos bombeiros de Oleiros. “Fomos acusados de tudo um pouco”, disse, compreendendo essa revolta, mas garantindo que “estamos de consciência tranquila pois fomos os primeiros a chegar e os últimos a partir”.
No âmbito deste ato inaugural, foram ainda entregues seis viaturas, nomeadamente uma viatura ligeira de transporte, duas ambulâncias, uma viatura de comando e uma viatura de combate a incêndios florestais.

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