PROENÇA-A-NOVA: Aromáticas e medicinais em destaque no Dia da Alimentação

CCVF continua trabalho nesta área.

PROENÇA-A-NOVA: Aromáticas e medicinais em destaque no Dia da Alimentação

Aproveitando o facto de, este ano, se assinalarem os 100 anos sobre a descoberta da insulina, o medicamento que veio revolucionar a vida dos diabéticos, o município de Proença-a-Nova, em parceria com o Centro de Ciência Viva da Floresta, assinalou o Dia Internacional da Alimentação com a realização da segunda edição da Rota das Plantas Aromáticas e Medicinais na História da Medicina.
Marcou presença Ana Mafalda Reis, professora auxiliar convidada do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar que deu conta que nos últimos 100 anos foram dados passos muito importantes neste campo em prol do bem-estar destes doentes, dizendo que “continuamos a evoluir no sentido de dar uma melhor qualidade de vida aos doentes”. Também presente, Joana Leme, médica do Centro de Saúde de Proença-a-Nova e coordenadora da Unidade Funcional de Diabetes no Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Sul, deu conta que ainda há muito trabalho a fazer para chegar aos doentes com diabetes. Aconselhou a que se façam consultas e análises de rotina e disse que o disgnóstico feito o mais precocemente possível é o melhor para evitar situações mais complicadas. Depois é importante vigiar e acompanhar os doentes. O acesso a exames oftalmológicos é igualmente outro fator importante para ir acompanhando estes doentes.

Este encontro serviu também para mostrar a evolução tecnológica e para chamar a atenção para os nossos antepassados já que, de certo modo, controlavam a doença utilizando o que a terra proporciona, relembrou João Lobo, presidente da câmara. Porque “as aromáticas e medicinais têm influência no processo de mitigação da doença”, o CCVF tem a obrigação de transmitir esse conhecimento para a população bem como “potenciar as ervas aromáticas e medicinais desta forma mas também no turismo e no conhecer do território e das suas potencialidades”, justificou o autarca.
Através deste centro, a temáticas das aromáticas tem ganho outra projeção, contando para tal a colaboração do projeto de integração BioAromasLIIS, Laboratório de Integração e Inovação Social que tem por fundamento o trabalho de corte, manufaturação e secagem das ervas e que, mais recentemente as vende através da marca “É Capaz”, destacou João Lobo.
Além desta vertente, o projeto apresentou, neste dia, uma novidade: “bolachas próprias para pessoas diabéticas, de aveia e coco e com baixo teor de glicémia”, explicou Rosário Mendonça do referido projeto. Estas bolachas têm também tomilho e calêndula, ervas cultivadas no CCVF.
Este dia dedicado à alimentação contou ainda com uma oficina dos projetos BioAromas e BioAromas LIISs e com o chef e nutricionista Rui Lopes, do centro ciTechCare, do Instituto Politécnico de Leiria, que apresentou e confecionou receitas em que as plantas aromáticas e medicinais desempenham um papel essencial.

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