PROENÇA-A-NOVA: “Atelier da Aldeia” destacou identidade do pão

Aconteceu na aldeia de Figueira. Iniciativa insere-se no projeto Beira Baixa Cultural 2.0.

PROENÇA-A-NOVA: “Atelier da Aldeia” destacou identidade do pão

A iniciativa “A Identidade do Pão”, integrada no projeto Beira Baixa Cultural 2.0, inaugurou o “Atelier da Aldeia”, na Figueira, que resulta da requalificação de um edifício devoluto, integrada no plano estratégico da Área de Reabilitação Urbana do concelho de Proença-a-Nova. Este novo espaço está dividido em duas áreas, uma das quais com forno a lenha, que permite desenvolver diversas iniciativas, como aquela que se realizou neste sábado, dia 11 de setembro, dá conta a câmara de Proença-a-Nova em nota enviada à comunicação social.
Com a dinamização de Ana Mena e Rita Souto, o atelier em causa permitiu recuperar uma das tradições com mais peso na aldeia, já que o forno comunitário era precisamente o coração da Figueira. “Hoje em dia a cozinha e o fazer pão está muita na moda”, referiu Ana Mena, e trata-se de “fazer o pão como se fazia antigamente pelos processos tradicionais”. Rita Souto apresentou a receita e os diversos tempos do processo, enquanto desmistificava a questão do glúten. “O pão está cada vez mais enraizado na alimentação, apesar de se dizer para se comer cada vez menos pão: isso tem tudo a ver com o tipo de fermentação que é feita e como o nosso organismo digere o glúten por ser uma fermentação rápida, é também desmistificar aqui este problema: o glúten não nos faz mal, aliás, há milhares de anos que a base da alimentação do ser humano são os cereais”.
Depois de se misturarem os ingredientes e de se amassar o pão, e enquanto este fintava, Ana Mena apresentou algumas sugestões de como se cunhar o pão, como os fornos comunitários eram muito grandes, várias famílias partilhavam o seu uso, pelo que era necessário colocar marcas que distinguissem os pães de cada um. Cada participante foi convidado a desenvolver a sua marca e a colocá-la no seu pão que foi a cozer em forno de lenha, dando por concluído o processo.
Para além desta iniciativa do projeto Beira Baixa Cultural 2.0, financiado pelo Centro2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) da União Europeia, o Atelier da Aldeia irá receber atividades de distintas áreas – da gastronomia ao artesanato –, a serem desenvolvidas pela Casa da Ti Augusta, com objetivo de preservar costumes e saberes e dinamizar a aldeia e a sua visitação.
A juntar-se ao Atelier da Aldeia, também foram disponibilizadas casas de banho públicas, fruto da mesma requalificação, dando resposta a uma das lacunas da Figueira que, fazendo parte da rede das Aldeias do Xisto, já é um dos pontos de visita obrigatórios no concelho, recorda a autarquia.

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