PROENÇA-A-NOVA: Ciência continua viva e em construção

Espaço vai ser ampliado para acolher Bioaromas LIIS.

PROENÇA-A-NOVA: Ciência continua viva e em construção

O Centro de Ciência Viva da Floresta em Proença-a-Nova (CCVF) celebrou, esta quarta-feira, 21 de julho, 14 anos de trabalho, de construção e de divulgação da ciência de uma forma lúdica e pedagógica.
Nessa construção e olhar de futuro esteve um dos momentos altos do dia. Tratou-se do lançamento da primeira pedra de ampliação do CCVF para acolher o projeto Bioaromas LIIS - Laboratório de Integração e Inovação Social onde a ciência funcionará como fator de inclusão social. O projeto tem a marca “É Capaz” e pretende dar uma resposta social a jovens/adultos com diferentes graus de deficiência.
Como explicou o presidente da câmara municipal, João Lobo, este cidadão “é capaz de ser um cidadão ativo e de gerar riqueza”, sendo este um dos aspetos pelo qual o CCFV está de parabéns, ou seja “por consegui-lo através do programa Bioaromas, um programa especial, lançado há 13 anos no agrupamento de escolas, o motor para estarmos com este projeto em desenvolvimento”, sublinhou o autarca. “Este laboratório é resposta aos portadores de deficiência que assim se tornam cidadãos ativos”, reforçou.
Este espaço que agora vai ser construído vai replicar o que hoje, e ao longo destes anos, tem sido feito no âmbito do projeto Bioaromas, nos viveiros municipais. Ali terá “uma área de formação e salas dedicadas às aromáticas para venda, entre outros locais, no centro, no posto de turismo ou na loja em Lisboa”.
Todos os anos o presidente da câmara lança um desafio e este ano falou na criação de uma quinta de ciência no concelho, sempre ligada ao CCVF. Um espaço físico que será recuperado “em que se projete lá conhecimento e que consiga produzir riqueza”, isto porque o autarca considera que os projetos têm que fazer um esforço para ter autonomia e não serem um “esforço adicional para os municípios”. Essa quinta “será o foco principal do CCVF e tem a ver com os produtos da floresta, com a resina que será tema central”, avançou o edil.
No dia de ontem foi também inaugurada a exposição “Em redor do Mel”, patente no exterior do centro. Edite Fernandes, diretora do CCVF deu nota de que ali pode saber-se mais sobre a “história da apicultura, da abelha, dos sete produtos resultantes desta prática, da cresta e extração do mel, das zonas de mel DOP e de como está a atualidade da apicultura na região, no país e no mundo”. Esta exposição está preparada para, no futuro, poder ser utlizada por outro qualquer Centro de Ciência Viva.

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