PROENÇA-A-NOVA: Congresso sobre novos paradigmas do envelhecimento já começou

Ao longo de três dias, vários especialistas vão abordar o futuro do envelhecimento.

PROENÇA-A-NOVA: Congresso sobre novos paradigmas do envelhecimento já começou

Arrancou esta quinta-feira, 25 de novembro, em Proença-a-Nova, o Congresso Internacional de Animação Socio Cultural, Geriatria, Gerontologia, e os novos paradigmas do envelhecimento.
Durante três dias serão debatidas as novas abordagens para um envelhecimento ativo. A abertura dos trabalhos contou com a presença do Padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. Este abordou o direito de envelhecer com dignidade, sendo que muita dessa dignidade passa por manter os idosos entre as paredes que ajudaram a construir, no seu lar, até haver condições. “As pessoas querem permanecer entre as paredes que ergueram e os afetos que solidificaram”, defendeu. Para este responsável o problema é que estas edificações não têm condições para ter pessoas com mobilidade reduzida e por isso “tem de haver aqui uma aposta também na requalificação das casas”, uma vez que “é mau ter pessoas com problemas de saúde mental misturadas com outros sem estes problemas. Torna a vida mais deprimente. Eu penso que temos de ter lares especializados para as várias situações e estes têm de ter melhores condições”, fundamentou.
Igualmente presente na abertura dos trabalhos, João Lobo, presidente da câmara de Proença-a-Nova e anfitrião deste congresso, seguindo a mesma linha de raciocínio, defendeu que as infraestruturas que atualmente recebem os idosos têm de começar a pensar no futuro e nos novos “velhos” que vão começar a receber. “É verdade que essa infraestrutura física tem que sofrer uma transformação com vista à diferenciação do ponto de vista dos cuidados de saúde e tem que estar estruturada com equipas multidisciplinares, abrindo aqui um novo espaço, não só de cuidar, mas também dar condição de vida com qualidade e com capacidade de a viver dessa forma. A própria sociedade vai exigir isso”, disse.
De modo a manter os futuros idosos nos seus domínios, o autarca prevê que as novas ferramentas tecnológicas tenham um papel a desempenhar. “Não será um ‘Big Brother’, ninguém quer estar a interferir naquilo que é a privacidade de cada um, mas será uma forma de nós seguirmos e darmos a qualidade de vida aos nossos concidadãos”, explicou.

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