PROENÇA-A-NOVA: Instituições unem-se para formar jovens e adultos

Politécnicos da Guarda, Castelo Branco e Tomar assinaram protocolo, no âmbito do Plano de Resolução e Resiliência.

PROENÇA-A-NOVA: Instituições unem-se para formar jovens e adultos

Uma autoestrada, três institutos politécnicos, um projeto em comum. É esta a base do protocolo assinado ontem, dia 25 de outubro, no Centro de Ciência Viva da Floresta (CCVF) em Proença-a-Nova e do qual fazem parte os três institutos politécnicos que geograficamente estão ligados pela A23, ou seja da Guarda, de Castelo Branco e de Tomar.
Estas três instituições juntaram-se para formar um consórcio para, no âmbito do Plano de Recuperarão e Resiliência (PRR), concorrerem a apoios destinados a formações complementares nas áreas da proteção de pessoas e bens e das competências digitais. “Respondemos aos programas de formação de jovens e adultos” para cursos técnicos superiores profissionais (jovens), pós graduações e micro credenciações (adultos) “no sentido de contribuir para aumentarmos a qualificação das pessoas”, explicou António Fernandes, presidente do Politécnico de Castelo Branco.

Os três Institutos já têm formações nas duas referidas áreas mas “estamos a juntar, a reforçar e a dar consistência, para melhor ministrar estas competências”, afirmou João Coroado, presidente do Politécnico de Tomar.
Ajudar a dar respostas concretas é a vocação destes estabelecimentos de ensino e “esta qualificação da população irá contribuir para o desenvolvimento desta região, para a fixação de recursos”, disse Joaquim Brigas, presidente do Politécnico da Guarda, esperando que “atraia mais população para este interior”.
Presente nesta cerimónia e a apadrinhar a mesma esteve João Sobrinho Teixeira, secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Ali deixou a nota de que “todos os consórcios que se façam não podem significar perda de autonomia das instituições existentes”, já que essa autonomia “foi determinante para fazer esta ligação aos territórios”. O secretário de estado havia ainda de dizer que, ao contrário do que se pensa, o país ainda tem “ensino superior a menos”.
A escolha do CCVF para a assinatura deste protocolo foi simbólica mas diz muito sobre a vontade que o presidente da câmara, João Lobo, tem sobre esta matéria. Uma vontade traduzida no CCVF e na Unidade Local de Formação de Bombeiros e agora no “acarinhar” deste processo, disse o autarca.
De referir que este projeto tem um orçamento de 15.530 milhões de euros e terá a particularidade de poder trabalhar no futuro com salas síncronas em que o docente está numa sala e nas três escolas estão os alunos a terem experiências presenciais próximas de uma sessão totalmente presencial, eliminando assim a barreira das distâncias.

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