PROENÇA-A-NOVA: Magma Cellar inaugurada nos Cunqueiros

Dia 19 de junho.

PROENÇA-A-NOVA: Magma Cellar inaugurada nos Cunqueiros

A obra de arte “Magma Cellar” foi inaugurada no passado dia 19 de junho na aldeia de Cunqueiros, concelho de Proença-a-Nova. O carácter aglutinador da aldeia, visto como lugar de encontro, polo de união dos seus conterrâneos que procuram o regresso às origens, foram as características que serviram de ponto de partida para as autoras Marta Aguiar, Mariana Costa e Sofia Marques de Aguiar do escritório Mag do Porto criarem a obra.
Na cerimónia inaugural, João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, mostrou-se satisfeito com mais um ponto de referência no Roteiro das Artes do concelho, pois, do ponto de vista turístico, “a arte permite-nos mostrar um território diferenciador e foi essa uma das premissas para criar este projeto – criar obras de arte em locais improváveis e dessa forma «obrigar-nos» enquanto turistas a chegar lá e, ao mesmo tempo, levar-nos a conhecer a história das gentes e dos locais”, disse.
O autarca reforçou ainda a importância das duas obras que integram o Experimenta Paisagem – a Menina dos Medos e a Magma Cellar – e como o significado do encontro personificado nesta última obra representa as comunidades vivas, ou seja “as associações, nestes dois casos do Sobral Fernando e dos Cunqueiros, são exemplos de associações vivas e que representam o esforço de um trabalho comum. Se todos convergirmos no objetivo do benefício do coletivo, vamos ter territórios em que apesar de terem menos pessoas conseguem atrair mais e a cultura é um importante veículo aglutinador e de atratividade”, concluiu.
Como descreve a autarquia em nota enviada à comunicação social, “encaixada junto à ribeira, a aldeia de Cunqueiros apresenta um relevo de difícil acesso onde o xisto domina a paisagem. Para as autoras da Magma Cellar, os valores da interioridade estão muito marcados neste lugar: quase deserta durante a semana enche-se ao fim de semana para receber os seus conterrâneos. A obra tem como ponto de partida a aldeia de Cunqueiros como lugar aonde se volta como quem volta ao que é mais importante, mais inicial. Esta abordagem é, portanto, uma leitura não só da vivência da aldeia, mas, sobretudo, de aspirações e sonhos de quem a habita ou, de alguma forma, vai habitando”, lê-se na descrição da obra. Através de materiais como aço inox lacado e ardósia piro expandida “e da sua aparência de lava talvez Magma Cellar evoque o encontro com algo primordial”, acrescenta a mesma nota.

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