PROENÇA-A-NOVA: O valor da Biodiversidade para a sustentabilidade do planeta

União Europeia está focada em apoiar projetos nesta área. BiodivSummit debateu temática no passado sábado.

PROENÇA-A-NOVA: O valor da Biodiversidade para a sustentabilidade do planeta

No Dia Internacional da Biodiversidade que se assinalou no passado sábado, 22 de maio, o Centro Ciência Viva da Floresta em Proença-a-Nova, foi palco da terceira edição do BiodivSummit, evento que contou com a presença de convidados de diversas áreas do conhecimento e que abordaram as temáticas da valorização e proteção do território, da produção biológica e da reengenharia de processos. Este evento, à semelhança do que já tinha acontecido o ano passado, decorreu apenas online tendo contado, na abertura dos trabalhos, com a presença da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. A governante veio recordar que as apostas do futuro têm que passar por soluções mais verdes. Detentora da tutela dos fundos europeus para o território, a ministra falou no “respeito pelos ecossistemas, na necessidade de preservar os territórios e os seus recursos para as gerações futuras e na construção de soluções cada vez mais modernas e verdes”, como valores a ter em conta na decisão de repartir os próximos pacotes financeiros, nomeadamente o Plano de Recuperação e Resiliência.
O pacto da neutralidade carbónica até 2050 a isso vai obrigar, adiantou. As sociedades vão ter de se adaptar, e em muitos casos, a se reinventar, disse ainda Ana Abrunhosa, exemplificando com a ideia de “implementar formas de trabalho público mais limpas e baratas, descarbonizar o setor da energia, assegurar o aumento da eficiência energética e cooperar com parceiros internacionais para melhorar as normas ambientais globais”.
É nesta linha de pensamento e de olhar o futuro que a Câmara Municipal de Proença-a-Nova pretende estar alinhada, disse o presidente da câmara João Lobo, na abertura dos trabalhos. “Esta economia viva que queremos para o interior traduz-se no que está alinhado com o quadro comunitário de apoio para financiar a nossa sustentabilidade e o acordo verde”, disse.
No encerramento destas quatro horas de debate em torno da biodiversidade, João Paulo Catarino, secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território, mostrou não ter dúvidas de que o combate à redução da biodiversidade será uma das batalhas de futuro, para bem de todos. O contrário terá “implicações sérias e graves na nossa saúde ambiental e a pandemia veio-nos mostrar como a saúde ambiental está relacionada com a saúde animal e consequentemente com a saúde humana”, sublinhou, defendendo outro modelo que não as monoculturas para o solo das regiões. As “monoculturas agrícolas e florestais criam grandes limitações em termos de biodiversidade e é importante compartimentar a floresta para que a biodiversidade seja cada vez maior”, sustentou, não esquecendo que os incêndios têm ajudado, em muito, a reduzir a biodiversidade.

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