PROENÇA-A-NOVA: Projeto visa melhorar gestão de risco em áreas transfronteiriças

Vespra foi apresentado esta semana no concelho.

PROENÇA-A-NOVA: Projeto visa melhorar gestão de risco em áreas transfronteiriças

O Centro de Ciência Viva da Floresta em Proença-a-Nova acolheu, no passado dia 27 de abril, a apresentação aos vários parceiros do projeto VESPRA (Vulnerable Elements in Spain and Portugal and Risk Assessment), um projeto que pretende melhorar os mecanismos de gestão de risco em áreas transfronteiriças em situações de emergência. Este projeto que do lado de Portugal envolve a área da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB), a Universidade de Coimbra e a de Aveiro. Do lado de Espanha comporta a Região Autónoma da Extremadura como Servicio de Prevención y Extinción de Incêndios Florestales de Extremadura e a Universidad Politécnica de Cataluña. Esta plataforma vai conter todo o território destas duas áreas, as infraestruturas e espaços que podem ser vulneráveis a quatro riscos específicos, nomeadamente, incêndio florestal, acidente nuclear ou industrial, ou mesmo condições meteorológicas extremas, como explicou Miguel Almeida da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI):

Esta plataforma será o repositório de toda a informação disponível noutras bases de dados já existentes mas que se encontram dispersas, explicou João Lobo, presidente da CIMBB e da câmara de Proença-a-Nova:

Este é um projeto piloto financiado pela Comunidade Europeia no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil e tem um valor total de investimento de cerca de 783 mil euros. Para já este é um projeto piloto, que abrange esses dois territórios, mas para o futuro pretende-se que “tenha uma aplicabilidade mais ampla”, referiu ainda João Lobo.
A ideia, segundo Miguel Almeida é a de que sejam “os municípios a alimentar esta base de dados, ou seja, a dizer onde estão as casas, as unidades industriais e aglomerações de pessoas para assim se saber onde há zonas de maior perigo”, explicou.

Neste encontro no CCVF estiveram representados os vários organismos da Proteção Civil de um e de outro lado da fronteira para tomar conhecimento desta ferramenta, o modo de operar e de inserir ali os dados que não foi possível concentrar por estarem dispersos ou não existirem. Agora será preciso carregar todos os dados que caracterizam ao máximo o território para poder dar resposta em caso de ocorrer algum dos quatro principais riscos considerados mais prementes para este território, sejam eles incêndios florestais, desastres nucleares, acidentes industriais ou condições meteorológicas extremas.

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