REGIÃO: Transformação da paisagem em análise amanhã

Iniciativa on-line pretende recolher contributos para organizar a paisagem, tornando-a rentável e resiliente ao fogo.

REGIÃO: Transformação da paisagem em análise amanhã

Vai ter lugar amanhã, entre as 09:30 e as 13:00, um webinar no âmbito do Plano de Reordenamento e Gestão da Paisagem (PRGP) nos Municípios de Mação, Sertã, Vila de Rei, Proença-a-Nova e Oleiros. A ideia é trazer à discussão todas as partes interessadas na transformação da paisagem, nomeadamente população e agentes diversos, criando uma visão comum e partilhada para a região do Pinhal Interior Sul.
A organização é da Associação Natureza Portugal (ANP), da World Wild Fund for Nature (WWF), da dGikapital e da New Generation Plantation. Pretende-se, a partir desses recursos e valores culturais, elaborar uma estratégia para revitalizar atividades, como a silvopastorícia, a caça, a pesca, a agricultura, e ainda o turismo e atividades de lazer, e fomentar novos potenciais, dando força à economia e apostando na requalificação do território, disse à Rádio Condestável Gonçalo Alves da organização. Queremos perceber “quais são as preocupações que têm relativamente ao território e ouvir sugestões que possamos vir a integrar nas propostas que venhamos a apresentar no relatório final do plano. Serão exemplos, o aumento da diversidade de espécies existentes no espaço agrícola e florestal, além do pinho e do eucalipto, não esquecendo que 98% da área é privada. O objetivo é ter atividades rentáveis.
A introdução de novas espécies florestais não irá implicar a erradicação do pinho e do eucalipto, deixa claro a organização mesmo porque há inúmeras industrias que dependem dessas espécies para laborar.
Gonçalo Alves avança também com a ideia de introdução de agropecuária e da agricultura, pois estas atividades “podem trazer outro tipo de rendimentos e servir como zonas de descontinuidade de combustível florestal”, disse.
Um dos problemas transversais a territórios do interior é o envelhecimento da população e muitas vezes esta não tem vontade de investir e há que encontrar soluções. Uma delas é cativar gente para se fixar nestes territórios, avança Gonçalo Alves.
Fazer com que o território funcione como uma empresa e assim ganhe dimensão é, na opinião de Gonçalo Alves essencial para a mudança do território. Não quer com isso dizer que o proprietário perca a posse da terra. Mesmo que não produza pode ter rendimento, por exemplo, ao arrendar o seu terreno a terceiros.

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