SERTÃ: Carreira rápida de ligação a Lisboa termina no fim do mês

Empresa alega falta de rentabilidade. CIM Médio Tejo compreende desistência e vai continuar a lutar por soluções.

SERTÃ: Carreira rápida de ligação a Lisboa termina no fim do mês

A carreira rápida de ligação a Lisboa, a partir do concelho da Sertã, começou a ser feita dia 10 de maio pela empresa sertaginense SRT Portugal Bus – Viagens e Turismo Lda, mas vai terminar no dia 31 de maio. Esta carreira estava a ser feita de forma experimental, por três semanas, mas logo ao fim de duas semanas a empresa verificou que a mesma “não era rentável,” confirmou à Rádio Condestável Filipe Cristiano, sócio gerente da Portugal Bus. A par da não rentabilidade, “não tivemos, a tempo e horas, apoios de publicidade que foram prometidos”, queixou-se o empresário. Por se tratar de uma carreira experimental, “as respostas têm que ser rápidas”, e ainda não aconteceram, vincou.
A decisão já foi comunicada à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo), entidade que autorizou a exploração provisória deste serviço. Em declarações à Rádio Condestável, Miguel Pombeiro, secretário executivo desta CIM, recordou que “havia um acordo para um período de tempo limitado mas foi-nos comunicada a indisponibilidade para continuar”. Este responsável disse compreender a posição da empresa mas lamentou o sucedido e prometeu continuar “à procura de uma solução que seja sustentável”, disse.
Além da demora da resposta na questão da publicidade por parte dos municípios, Filipe Cristiano fala noutros entraves que dificultaram a continuidade deste serviço como por exemplo “poucos clientes” e “vale mais abandonar agora do que deixar ir mais para a frente”, explicou.
A pandemia veio limitar o número de lugares. Numa carrinha de 17 pessoas só podem viajar 12 e por isso o estudo de mercado que a empresa fez acabou por não se verificar na prática. “Tínhamos uma média de 10 a 12 pessoas por dia. O problema é que só ao domingo é que a carreira anda cheia e se vão 12 pessoas para baixo, para cima vêm duas. Isso dá-me prejuízo”, ilustrou.
Considerando natural a falta de procura por parte de passageiros, uma vez que era uma carreira que estava inativa há algum tempo e as pessoas perderam o hábito de viajar nela, Miguel Pombeiro aguarda “que as limitações da pandemia se possam ir alterando, a lotação possa subir nos próximos meses, tornando viável este tipo de transporte”, desejou.
Aos aspetos negativos já descritos, soma-se o preço das portagens e dos combustíveis. Ficou a promessa da CIM em continuar a procurar interessados para fazer esta ligação por ser “relevante para as populações”, sublinhou ainda Miguel Pombeiro.

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