SERTÃ: CDU denuncia irregularidades na constituição das mesas de voto

Tribunal já veio dar razão à coligação.

SERTÃ: CDU denuncia irregularidades na constituição das mesas de voto

A CDU da Sertã vem hoje, 23 de setembro, dizer que “o processo eleitoral das eleições autárquicas no concelho da Sertã tem decorrido com algumas irregularidades” na constituição das mesas de voto, lê-se num comunicado da coligação enviado à Rádio Condestável.
Na base desta acusação está o facto de a candidatura da CDU não ter concordado “com a distribuição dos membros de mesa proposta pelo PSD e PS (num acordo feito pelos dois partidos), para as secções da Assembleia de Voto da Freguesia da Sertã, ignorando por completo as propostas das outras candidaturas. A proposta da CDU seria um membro de cada candidatura em cada mesa, dado que são cinco lugares, existem cinco candidaturas e a Lei determina que os membros de mesa devem refletir as candidaturas e haver equilíbrio político em cada mesa de voto”, descreve no referido comunicado.
Esta coligação recorda os termos da lei explicando que a mesma diz que “em caso de uma candidatura discordar, todos os lugares em discordância serão sorteados num sorteio a realizar na câmara municipal” e avançando que “a CDU não concordou com nenhuma mesa, aguardou e recebeu a convocatória pelo senhor presidente da câmara, para o tal sorteio, indicando a sorteio as sete mesas de voto. Ao chegar ao sorteio, esta candidatura foi informada que apenas iriam a sorteio dois lugares em duas mesas, porque os restantes lugares já teriam sido acordados com as candidaturas do PS, PSD e CHEGA”.
Deste modo, “tendo em conta que a Lei Eleitoral não estava a ser cumprida, a CDU apresentou uma reclamação ao Tribunal da Sertã. O Tribunal deu razão à coligação e considerou admissível a reclamação e portanto teria que ser colocado um membro proposto pela CDU em cada mesa. Como tal, a câmara municipal deveria ter sorteado todas as mesas e não apenas dois lugares que, pela perceção, seriam desde o início para atribuir à CDU, em função da opinião do PSD e PS, em função dos resultados eleitorais de 2017”, termina a coligação.

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