SERTÃ: Concelho fora da primeira fase da rede de espaços coworking

Câmara está a trabalhar no sentido de entrar na segunda fase

SERTÃ: Concelho fora da primeira fase da rede de espaços coworking

O Governo assinou, recentemente, com vários municípios, a criação de espaços coworking, ou de teletrabalho, naquela que é a primeira fase da rede nacional de espaço coworking “Teletrabalho no Interior. Vida Local, Trabalho Global”. O objetivo é dinamizar os territórios do interior, atrair e fixar pessoas, “estimulando os índices de bem-estar social e familiar, ao permitir uma melhor conjugação da vida familiar e profissional”. Pretende ainda promover “a partilha de experiências e ideias entre trabalhadores de vários contextos e origens”. Na reunião desta segunda-feira, 10 de maio, do executivo municipal da Sertã, o vereador do Partido Socialista (PS), Carlos Miranda lembrou que para a Região Centro estão previstos 23 destes centros e que terão um financiamento por parte do Governo de 400 mil euros. A verba destina-se a equipar os espaços. Às autarquias caberá apenas disponibilizar os edifícios, recordou.
Assim sendo, quis saber se “a câmara da Sertã já está a trabalhar neste processo com o Governo, de forma a garantir o financiamento de um destes espaços para a Sertã”. Lembrando uma proposta sua que visava o desenvolvimento de um espaço cowork em Cernache do Bonjardim, e que “a câmara quer agora criar no antigo edifício dos correios”, o vereador considerou que “seria um bom contributo financeiro para a concretização deste espaço, e uma garantia de maior visibilidade para atrair empresas”. Carlos Miranda considerou também que a autarquia "deveria agir com toda a celeridade, antecipando-se a outros concelhos. Se não o fizer, a Sertã estará a perder (mais) uma oportunidade de estar na linha da frente na atração de trabalhadores e empresas em teletrabalho”, disse.

Em resposta, José Farinha Nunes esclareceu que “a câmara da Sertã não está lá incluída (primeira fase da rede nacional de espaços coworking) porque quer adaptar o edifício dos correios de Cernache do Bonjardim para coworking” e “o programa do Governo não contempla construção nem adaptação. Sabendo que é isso que temos que oferecer, estamos a trabalhar para depois irmos à segunda fase”, explicou.
De referir que estes espaços estão previstos no Programa de Estabilização Económica e Social (PEES) e que para o Governo de António Costa, “o teletrabalho e o coworking assumem particular importância para os territórios do Interior na redução da assimetria geográfica de ofertas profissionais, democratizando as oportunidades entre as regiões de elevada densidade populacional e as de menor densidade. A rede agora constituída, alinhada com os objetivos do Programa de Valorização do Interior”.
Esta primeira fase da rede nacional foi lançada em finais de abril último pelos Ministérios da Coesão Territorial e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

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