SERTÃ: Covid-19 afetou todas as estruturas do clube

A Covid-19 entrou em força no Sertanense Futebol Clube. Há cerca de três semanas, de um momento para o outro surgiram 23 casos positivos. Paulo Farinha, presidente do clube foi apanhado de surpresa e os tempos que se seguiram foram “muito difíceis”, descreve ao programa da Rádio Condestável “Todos juntos no combate à pandemia”.

SERTÃ: Covid-19 afetou todas as estruturas do clube

“Até 31 de dezembro éramos dos poucos clubes sem casos”, começa por descrever mas depois “basta um e passa logo a todos principalmente num ambiente de balneário e de refeitório onde estão todos juntos”, reconhece. O número de infeções foi assim crescendo com o passar do tempo “por muito bem preparados que estivéssemos”. Porque foi dos poucos que não foi infetado, a gestão dos espaços, das decisões, das tarefas e mesmo das emoções ficou ao seu encargo. O grande problema, diz, “para além dos jogadores foi ficar sem a cozinheira, que nesta situação é o elo mais forte, sem o secretário, que era quem agilizava e tratava de muitos assuntos, sem o fisioterapeuta que ajudava a medicar”. Neste contexto, em que só o presidente não estava positivo, “tive que puxar pela imaginação para que as coisas corressem bem e felizmente têm corrido. Acho que a pior parte já passou”, reconhece.
Há tantos anos à frente do clube, onde tudo ou quase tudo já lhe aconteceu, sustenta, “esta é daquelas que mexe muito pois vai muito para além da parte desportiva”. Paulo Farinha refere-se à parte pessoal e sentimental pois “tenho ali miúdos que estão longe dos seus agregados familiares e tem que se dar conforto, carinho e esperança de que nada de mal vai acontecer, o que não é fácil”, lembra.
Perante o que se está a viver no país e no concelho da Sertã, o presidente do Sertanense Futebol Clube apela a todos para que “não saiam de casa, evitem ao máximo circular pois está provado que esta pandemia veio para ficar e se não nos apanhar hoje vai apanhar-nos a seguir” e isso é de evitar, até porque a doença é imprevisível. Paulo Farinha chama a atenção para o facto de, e como aconteceu no Sertanense, ter havido “jovens com 20 anos a passar mal com febres, diarreia e vómitos. O relato de alguns é que é mesmo complicado, sentem o corpo todo moído e sem forças”. Logo, se é assim em jovens, “imagino como será em pessoas de faixas etárias mais elevadas”, por isso “o meu conselho para todos, sem exceção, é que se protejam. Vale mais perder um ou dois meses da nossa vida, do que perder a nossa vida”, rematou.

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