SERTÃ: "É tempo de arregaçar mangas, unir e construir” - Carlos Miranda

Carlos Miranda já tomou posse como presidente da Câmara Municipal da Sertã.

SERTÃ: "É tempo de arregaçar mangas, unir e construir” - Carlos Miranda

Ontem, 14 de outubro, Carlos Alberto de Miranda foi empossado como novo presidente da Câmara Municipal da Sertã para o quadriénio de 2021/2025. Nas eleições autárquicas de 26 de setembro o Partido Socialista venceu no concelho com 47,66% dos votos, contra os 42,81% alcançados pelo PSD.
Lembrando que a festa e a campanha acabaram, no seu discurso de tomada de posse, Carlos Miranda, disse que “agora é tempo de arregaçar as mangas, de unir e de construir” e reforçou que “não vinha para destruir mas sim para construir, não vinha subtrair mas para acrescentar, num espírito de colaboração e diálogo com todos”.

Olhando para a frente anteviu “inúmeros desafios”. “Às incertezas e complexidades do nosso tempo acrescem as dificuldades próprias de um território do interior”, como é o da Sertã, nomeadamente aquilo que definiu ser um estado de emergência demográfico. No seu entender estes territórios “têm vivido das migalhas da grande mesa do Estado”, mas “o interior tem de ser parte da solução para o país e não um problema”, notou, deixando presente que “nós não queremos caridade ou ser um fardo para o país, queremos participar no esforço de desenvolvimento nacional. Para isso é necessário, no país, um novo modelo de desenvolvimento económico, pensado estrategicamente, onde a província encontre o seu lugar e o seu papel”, disse.
Ciente que nos últimos anos muito mudou, Carlos Miranda considerou que “não é suficiente e temos que dar à Sertã um papel de liderança na defesa de políticas públicas amigas do interior”. Para que este desejo seja alcançado, as medidas não são só responsabilidade do Poder Central, logo há um trabalho a fazer a nível local e que tem que passar por “colocar em prática um projeto de desenvolvimento sustentado no nosso território tentando inverter a queda demográfica e criar condições para dinamizar a economia e o emprego, colocar em prática medidas de apoio à natalidade, assegurar serviços de saúde e educação de qualidade, defender o património e garantir um urbanismo amigo dos cidadãos, defender o ambiente e potenciar os recursos naturais do concelho”.

No futuro, para que todo o concelho se possa orgulhar do seu trabalho em prol do desenvolvimento, Carlos Miranda relembrou que “não é tempo de divisões estéreis, quezílias políticas ou jogos de bastidores que não tenham em conta o desenvolvimento do concelho”. A ideia não é “decretar o fim da política na Sertã, pois o confronto de ideias é a essência da democracia e nada o poderá substituir, mas esse confronto deve ser feito de forma transparente e leal e na defesa dos superiores interesses do concelho”, disse, desejando implementar o programa socialista “num clima de estabilidade política”.
A terminar e relembrando o conceito de união que se quer, estendeu o seu desejo ao território envolvente dizendo que “não é tempo de rivalidades territoriais que nos diminuem e que tantas vezes marcaram e continuam a marcar o nosso concelho”.
Ontem foi igualmente dada posse à nova mesa da Assembleia Municipal que será composta por elementos do PS já que foi a lista mais votada nas eleições. Neste sentido, o PSD, num gesto de democracia e explicando que, quem ganhou devia dirigir a assembleia, escusou-se de apresentar uma lista. Assim a referida mesa será presidida por José Pedro Ferreira, sendo Ana Margarida Alves o primeiro secretário e Anabela Brízio o segundo secretário.

Para escutar o discurso de Carlos Miranda clique aqui 

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