SERTÃ: Partidos na AR recomendam retoma "urgente" das obras na secundária

PSD, Verdes, CDS e PCP unidos na resolução do problema. Após ter iniciado em 2018, requalificação está parada há 18 meses.

SERTÃ: Partidos na AR recomendam retoma "urgente" das obras na secundária

O PSD recomendou ao Governo que retome, com urgência, a reabilitação da Escola Secundária da Sertã, do Agrupamento de Escolas da Sertã (AES). O projeto de resolução é da autoria de diversos deputados do PSD na Assembleia da República (AR), entre eles Cláudia André, eleita pelo círculo de Castelo Branco. Sobre este assunto, também os Verdes (PEV), o CDS-PP e o PCP fizeram a mesma recomendação.
Como contextualiza o PSD, em comunicado, “o Agrupamento de Escolas da Sertã, tem na sua constituição diferentes estabelecimentos de ensino entre os quais a escola sede, a Escola Secundária da Sertã, um edifício com mais de 50 anos de existência. Neste agrupamento estão matriculados aproximadamente 1300 alunos, dos quais 350 pertencem ao ensino secundário distribuídos por turmas de ensino regular e ensino profissional dos 10º aos 12º anos de escolaridade”. O partido relembra que em 2017 foi assinado um acordo de colaboração entre o Ministério da Educação e a câmara da Sertã, “onde se firmaram os termos de contratação, financiamento e intervenção na escola sede do AES”.
Assim, e resumidamente, a requalificação começou em setembro de 2018, com o prazo previsto de um ano para a sua conclusão. Com aulas a decorrer em espaços improvisados, as obras foram suspensas em abril de 2019 por razões relacionadas com a estrutura do edifício. O projeto de reabilitação foi revisto, contemplando o reforço estrutural e está na posse da DGESTE. Passados 18 meses as obras continuam paradas.

Tanto PSD como PEV, CDS-PP e PCP descrevem um cenário de desconforto criado na comunidade escolar, uma vez que as aulas decorrem em espaços diferentes e afastados uns dos outros, em que os alunos necessitam de fazer várias deslocações para, entre outros aspetos, terem aulas e se alimentarem. Em concreto, os Verdes e o CDS-PP alertam para "grandes constrangimentos em toda a comunidade escolar, em particular nos dias de chuva, pela dispersão de salas entre a residência, o bloco do bar, as oficinas, o antigo gabinete de apoio técnico e a Escola Padre António Lourenço Farinha”. O PSD fala em “deficientes condições de funcionamento em espaços dispersos que colocam vários problemas de segurança e de desconforto térmico, situação agravada pelos constrangimentos que o contexto pandémico impõe na organização dos estabelecimentos escolares” e considera que não é “mais tolerável o adiamento sine die da conclusão das obras”. O PCP diz que "mais de um ano e meio depois da paragem das obras, não é aceitável que os estudantes desta escola sejam prejudicados na sua aprendizagem. Impõem-se por isso, que da parte do Governo sejam tomadas todas as diligências para que a empreitada seja concluída".
De referir que este projeto de resolução baixou à 8ª comissão (Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto), com a abstenção do PS.

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