SERTÃ: PSD diz que "PS tarda em iniciar o cumprimento do prometido em campanha eleitoral"

Bancada Municipal do PSD emite nota à imprensa.

SERTÃ: PSD diz que "PS tarda em iniciar o cumprimento do prometido em campanha eleitoral"

Tendo por base a sessão de Assembleia Municipal (AM) da Sertã do passado dia 30 de dezembro, onde foi discutido e aprovado o primeiro Orçamento e Grandes Opções do Plano, a Bancada Municipal do PSD da Sertã emitiu uma nota à imprensa que titula como "PS tarda em iniciar o cumprimento do prometido em campanha eleitoral".
Na nota pode ler-se que “o ‘tempo de esperança’ slogan do PS para conseguir a confiança da população nas eleições não passou de um processo de intenções, pois não se encontra o menor sinal de visão estratégica nos documentos apresentados, nem na discussão que ocorreu, do que realmente querem para o concelho e para passar as suas propostas à prática. Não existe um conjunto de rubricas orçamentais ou descrição de qualquer plano de ação que permita perceber qual é afinal a visão de futuro do PS”.
Contactado pela Rádio Condestável, o presidente da câmara, Carlos Miranda, remeteu a sua resposta para o que já havia dito na sessão da referida AM, ou seja, que “assumimos a continuidade dos projetos que vinham de trás, do executivo PSD, que não foram executados e que nós estamos agora na firme disposição de executar finalmente”.
Na mesma nota à imprensa, a bancada municipal do PSD refere-se igualmente à aprovação da “devolução de 1% dos rendimentos disponível no âmbito do IRS aos munícipes da Sertã, uma redução de 0,5% face ao atual, contrariamente ao prometido em campanha eleitoral que seria devolução da totalidade dos 5%” e recorda que “o PSD durante os anos que esteve no executivo defendeu que assegurando as contas da autarquia consolidadas, poderia devolver gradualmente o IRS aos seus munícipes, e em 2022 já vai ser devolvido 0.5% do IRS por decisão do executivo PSD em 2020. Mas sempre com o voto contra do PS e do então vereador Carlos Miranda, defendendo sempre a devolução na íntegra dos 5% que o município pode dispor”. Ainda na referida nota o PSD relembra que «o presidente Carlos Miranda em 2017, na altura como vereador, em reunião de câmara na discussão do ponto afirmava que “voto contra como em anos anteriores em que era deputado da assembleia municipal”, por considerar o valor da taxa de 5% “…um valor irrelevante para o município, mas importante para uma família tanto mais que iria ficar no concelho da Sertã e contribuiria para dinamizar a economia local”. No entanto a proposta do atual executivo PS, ao contrário do que defendeu exaustivamente durante a campanha eleitoral, que seria a devolução na íntegra dos 5% do IRS, apresentou e votou a favor da devolução de apenas 0,5%. Ou seja, vão fazer apenas o que o PSD disse que seria mais responsável de fazer, devolver o IRS gradualmente à população, e a devolução na íntegra dos 5% não passou de uma promessa eleitoral para ganhar votos».
Sobre este ponto, na mesma sessão da AM, Carlos Miranda, disse que “há um compromisso deste executivo em reduzir esta participação do Município no IRS de forma a facilitar a vida das famílias e a fazer com que as que pagam IRS paguem cada vez menos”. O autarca explicou ainda que “não podemos olhar para esta rúbrica como uma rúbrica isolada, temos que olhar para todo o orçamento. E neste orçamento herdamos receita e despesa e temos que olhar para a despesa que herdámos (os valores de despesa que já estão comprometidos) e para isto temos que ter alguma prudência quando eliminamos algumas fontes de receita”. O edil vincou uma vez mais que o PS está há pouco tempo na câmara e por esse motivo também "não tivemos tempo de fazer uma análise muito aprofundada ao orçamento". Assim sendo, “parece-nos que esta proposta é sensata e prudente e que vai ao encontro do nosso objetivo de reduzir progressivamente esta participação de maneira que as famílias paguem cada vez menos IRS”, complementou o presidente da câmara.

Partilhar: