SERTÃ: SerQ lidera projeto na área florestal

“Value2prevent” é um projeto que visa criar valor no setor da biomassa florestal.

SERTÃ: SerQ lidera projeto na área florestal

O Centro de Inovação e Competências da Floresta (SerQ), com sede na Zona Industrial da Sertã, vai liderar mais um projeto na área da floresta e da valorização da biomassa. A ideia é, de acordo com o presidente do centro, Paulo Farinha Luís, “imputar valor aos produtos de biomassa florestal para que fiquem mais apetecíveis à comercialização. Sendo utilizados não estão na floresta, logo reduzem a carga de combustível e assim também contribuímos para prevenir os incêndios florestais”, explicou em declarações à Rádio Condestável (RC).
Na mesma linha de raciocínio, a investigadora sénior do SerQ, Sofia Knapic adiantou que este tipo de projetos visa “dar valor à biomassa florestal, transformando-a num produto de valor acrescentado”. Interessa assim, “valorizar a matéria-prima e impactar a cadeia toda”, ou seja, “pegar na matéria prima e desenvolver um produto virado para a construção e, em simultâneo, com a mesma matéria prima fazer a extração dos óleos, tentando que eles sejam utilizados para tratamento da madeira”, adiantou.

O "Value2prevent" tem a duração de 36 meses e um financiamento por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia de 270 mil euros. É um projeto coordenado pelo SerQ e que tem como parceiros a empresa de óleos essenciais Proentia e o Centro de Ciência Viva da Floresta, ambos com sede também em Proença Nova, a Universidade de Coimbra, o Centro de Ecologia Aplicada e o Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa. Para Paulo Farinha Luís é importante haver investigação pois o valor do produto final dependerá disso. Com estas parcerias ganharão todos, incluindo a Proentia que irá “destilar plantas para obter os respetivos óleos essenciais que depois serão incorporados no tratamento da madeira e que aumenta a promoção da economia circular e valoriza o produto da madeira”, explicou à RC, Raquel Farinha da empresa de Proença-a-Nova cujos produtos têm, neste momento como destino, a aromoterapia, a cosmética e a farmacêutica. Integrando este projeto, “poderemos passar a destilar outro tipo de óleos provindos de outras plantas”, notou.
No entender do presidente do SerQ existe, hoje em dia, uma abertura de mentalidades, quer pela visão estratégica dos empresários, quer pela passagem da gestão das propriedades para filhos ou netos. Tal facilita o desenvolvimento de projetos desta natureza, refere, ciente de que a geração atual é “fantástica”, com "jovens com muita capacidade e conhecimento e muito abertos à inovação”.
Pretende-se assim que, no final dos 36 meses de duração do projeto, os produtos à base de biomassa florestal estejam prontos a ir para o mercado, contribuindo para a economia circular e para reduzir a propagação dos incêndios.

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