SERTÃ: Trabalhos na rede primária de gestão de combustível prosseguem

A partir de março, trabalhos vão decorrer em quatro troços do concelho.

SERTÃ: Trabalhos na rede primária de gestão de combustível prosseguem

O Município da Sertã está a dar continuidade aos trabalhos na Rede Primária de Faixas de Gestão de Combustível, inscrita no Plano Distrital e Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, desta feita ao abrigo de uma candidatura apresentada à Operação 8.1.3 – Prevenção da Floresta contra Agentes Bióticos e Abióticos, no âmbito do PDR2020.
Com início previsto para o mês de março, os trabalhos vão realizar-se em quatro troços específicos, num total de cerca de 158 hectares. Como descreve a Câmara Municipal da Sertã em nota enviada à comunicação social, esses troços são na freguesia de Pedrogão Pequeno, entre a localidade de Vale da Froca e Zorro do Painho (23 hectares), na freguesia do Castelo, entre o nó dos Verdelhos do IC8, Arnóia e Castelo (35 hectares), na União de Freguesias de Cumeada e Marmeleiro e na União de Freguesias de Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais, com início junto a Castanheiro Grande, ao longo da Estrada Municipal 541-1, abrangendo o Cardal e Lameiro Pereiro até ao rio Zêzere (66 hectares) e ainda na freguesia da Sertã e na União de Freguesias de Cumeada e Marmeleiro, desde Ladeira, Alto de São Gião até Cumeada, e na zona de Bernadia e Chão da Telha (33,7 hectares).
De relembrara que a implementação da faixa de gestão de combustível, definida no mínimo com 125m de largura (62,5m para cada lado do traçado da Rede Primária) tem como objetivo diminuir a área percorrida por incêndios florestais, criando condições favoráveis e de segurança para o combate dos meios de supressão.
Ainda segundo a autarquia, os trabalhos a realizar preveem a limpeza moto manual ou mecânica (quando possível) dos extratos arbustivos ou subarbustivos, a correção de densidades excessivas das árvores, garantindo um distanciamento entre copas, e a desramação de árvores até 50% da altura destas para árvores inferiores a oito metros. Nas árvores superiores a oito metros a desramação deve ser no mínimo quatro metros acima do solo, quando necessário.
Na referida nota a câmara apela à compreensão, colaboração e empenho de todos neste tipo de ações, cujo objetivo primordial se prende com a defesa do principal recurso natural do concelho, a floresta, assim como o investimento dos produtores florestais. As intervenções decorrerão em terrenos privados e serão realizadas por uma empresa a selecionar no concurso que está a decorrer.
Refira-se que o material lenhoso (com valor comercial) resultante das operações de desbaste é pertença dos legítimos proprietários, produtores florestais, arrendatários e usufrutuários. A madeira será cortada a 2,50m e empilhada no local, sendo no entanto da responsabilidade destes a sua remoção dos locais de intervenção. Os demais materiais (sobrantes sem valor comercial) serão retirados, triturados, queimados ou incorporados no solo.

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