SERTÃ: Vereador do PS apresenta recomendação à câmara

O objetivo é promover a coesão social e o emprego. Assim, Carlos Miranda, vereador do PS no executivo municipal, apresentou as linhas orientadoras da recomendação denominada "Vencer a Covid-19 e preparar o futuro” - Apoio de emergência à recuperação da atividade económica e à manutenção do emprego no concelho da Sertã.

SERTÃ: Vereador do PS apresenta recomendação à câmara

Neste documento, transformado em recomendação, que o vereador apresentou na última reunião de executivo municipal de 1 de março, fica definido que as medidas de apoio se destinariam “principalmente às empresas ou empreendedores mais pequenos, em áreas de negócio muito afetadas pela pandemia, partindo do princípio realista de que, infelizmente, está para além das possibilidades da Câmara apoiar diretamente, de forma significativa, as empresas de maior dimensão”. Ainda assim, algumas medidas mais genéricas podem “permitir apoiar todas as empresas e empresários, independentemente da sua dimensão”, garantiu. A ideia é fazer o “aquecimento” da economia local, evitando, “salvo raras exceções, prestar ajudas diretas em dinheiro que, muitas vezes, não têm qualquer eficácia”, disse. Carlos Miranda não esquece o apoio a IPSS e todas as instituições da economia social.
Com uma dotação de um milhão de euros, este programa teria como missão promover a coesão social e o emprego, garantindo a sobrevivência imediata de pequenos negócios afetados pela pandemia, ajudar a revitalizar e modernizar o comércio de proximidade.
Para tal, esta recomendação defende a criação de uma agência para o investimento e para o desenvolvimento económico do concelho da Sertã. Esta agência serviria para tempos de pandemia e de pós pandemia. No primeiro caso, para “informação e o acesso às medidas extraordinárias anunciadas pelo Ministério da Economia no âmbito da Covid-19, e a monitorização do impacto do COVID-19 na atividade das empresas”. Independentemente da pandemia, serviria para apoiar “empresários e trabalhadores independentes na informação e na elaboração de candidaturas a apoios proporcionados pelo estado central ou a fundos comunitários; divulgação nacional e internacional das empresas e dos produtos da Sertã com vista à conquista de novos mercados; procura ativa de oportunidades de negócio para as empresas do concelho da Sertã e de parcerias úteis para o desenvolvimento empresarial da Sertã e procura de investidores e captação de investimento para o concelho”, explicou.
Com o estado de pandemia há setores da economia que não cabem nas ajudas do Governo. Assim, é preciso criar mecanismos para chegar até eles, com “apoio monetário direto para pagamento de encargos fixos, com retroativos a janeiro de 2021, e por um período de seis meses, a microempresas, empresários em nome individual ou trabalhadores independentes atingidos pela pandemia que, por não terem contabilidade organizada ou não terem trabalhadores ao seu serviço, ou por qualquer outra razão justificável, não tenham podido candidatar-se às ajudas proporcionadas pelo governo no âmbito da pandemia”, justificou.
Estas propostas, dirigidas à câmara para combater os problemas que a pandemia está a trazer ao tecido empresarial do concelho, passariam ainda pela dinamização de um concurso de ideias e projetos empresariais inovadores com apoios à criação de emprego.
Em resposta, José Farinha Nunes, presidente da Câmara Municipal da Sertã, não deixou de ironizar com o facto de estarmos em 2021, ano de eleições autárquicas. Depois centrou a sua resposta no apoio que o Município tem dado às empresas, pagando a tempo e horas. “A melhor maneira que tivemos para apoiar as empresas foi pagando-lhes, quando chegámos, cerca de 8 milhões de euros de dívida”, lembrou. Ciente de que a situação da Covid-19 é “uma situação anómala”, o autarca explicou que, numa situação normal, “se lhes conseguirmos pagar eles têm fundos para poder gerir toda a atividade que pretendem ter”.

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