SERTÃ: Vereador do PS esclarece, na reunião de câmara, o que não pôde fazer na AM

Deputado do PSD, João Carlos Almeida, questionou, na Assembleia Municipal (AM) da Sertã, a posição do vereador do PS, Carlos Miranda, sobre a votação da transferência de competências. Carlos Miranda quis-se defender mas o presidente da câmara não autorizou.

SERTÃ: Vereador do PS esclarece, na reunião de câmara, o que não pôde fazer na AM

A propósito da discussão, na Assembleia Municipal (AM) da Sertã do passado dia 26 de fevereiro, da transferência de competências para as juntas de freguesia, o deputado do PSD João Carlos Almeida questionou a falta de coerência do vereador do PS, Carlos Miranda, por ter votado contra no primeiro acordo e, após ter sido feita uma adenda ao protocolo na qual houve um aumento de 60% das verbas, ter optado pela abstenção, numa altura em que “todos os presidentes de junta estavam satisfeitos com as verbas, acordaram”, lembrou João Carlos Almeida. A propósito desta análise, o vereador Carlos Miranda pediu para intervir no sentido de esclarecer o deputado social-democrata mas o presidente da câmara recusou, alegando que o vereador tinha, esta segunda-feira 1 de março, reunião do executivo e aí poderia fazer todos os esclarecimentos.
Assim sendo, ontem, Carlos Miranda começou por lamentar esta postura de José Farinha Nunes pois “foi a primeira vez que eu, enquanto vereador, pedi para falar na AM e não esperava esta atitude do senhor presidente da câmara”, disse. A propósito da acusação de João Carlos Almeida, de ter sido “incoerente na minha posição sobre a transferência de competências”, Carlos Miranda esclareceu que “entrei na reunião de câmara em que foi votada a transferência de competências para as freguesias com a intenção de votar a favor dos acordos, e disse-o na altura. Dada a evolução da discussão, e dadas as dúvidas que a intervenção do senhor presidente suscitou, decidi abster-me. E fundamentei essa abstenção com uma declaração de voto, onde sustentei a minha posição, para constar da ata como anexo, já que era relativamente extensa”. Acontece que a referida declaração não foi enviada à AM para conhecimento dos deputados. O presidente da câmara “apenas enviou a informação genérica de que as propostas tinham sido aprovadas com cinco votos a favor e duas abstenções”, disse, defendendo que “o expediente enviado à AM deveria ter a ata completa no que a esta matéria diz respeito. Desta forma, é sonegar informação aos deputados municipais”, considerou. Razão pela qual o deputado do PSD o acusou de falta de coerência já que não teve acesso à sua declaração de voto e as razões por si evocadas. Carlos Miranda vincou ainda que só pretenderia falar dois minutos para esclarecer esta situação e, possivelmente, defender a sua “honra”.
Em resposta presidente da câmara considerou que “não havia motivo para se sentir ofendido para poder invocar a defesa da honra. Se houvesse dava-lhe a palavra”, esclareceu, lembrando que também noutras alturas não foi dada a palavra aos vereadores.

Partilhar: