SERTÃ: Vereador do PS faz análise do turismo no concelho

Aponta vários aspetos a melhorar.

SERTÃ: Vereador do PS faz análise do turismo no concelho

À boleia da passagem de mais de duas mil motos que no final da passada semana percorreram a Estrada Nacional 2 (EN2) e que pararam na Sertã, o vereador do Partido Socialista (PS) na câmara municipal, Carlos Miranda, aproveitou a reunião do executivo municipal desta segunda-feira, 7 de junho, para criticar uma nota da autarquia em que esta afirma que no ano passado passaram pelo concelho, via EN2, 50 mil turistas. No entender de Carlos Miranda terão passado sim 50 mil pessoas a percorrer a EN2, “porque para ser turista a pessoa tem que permanecer, gastar dinheiro e contribuir para a economia local”, notou.
Este é um estudo que falta fazer e considerou que na Sertã "estamos reduzidos a uma situação de amadorismo. Achamos que temos turismo mas não sabemos ao certo o turismo que temos”, disse. “Quem nos visita quanto dinheiro gasta, do que gosta, o que seria necessário para ficar mais tempo?”, questionou, para acrescentar que os investimentos a fazer para captar turismo dependeriam desta análise.
Na resposta, José Farinha Nunes, presidente da câmara, lembrou que os empresários e a câmara têm “trabalhado muito para captar turismo” e prova disso são os prémios que têm sido alcançados nos últimos anos. “Não é por acaso que se ganham prémios e que há o movimento que há na EN2”, afirmou.
Sobre outros aspetos turísticos, o vereador Carlos Miranda apontou algumas lacunas, como por exemplo um parque de autocaravanas, e que servisse também para as motos, que oferecesse todas condições para descansar e permanecer algum tempo, ou seja, um parque quase de paragem obrigatória para quem faz esta rota. Partindo daqui aponta outras falhas, e deu o exemplo do prometido “turismo religioso ou histórico à volta da figura de Nuno Álvares Pereira que é uma miragem” e até agora nada aconteceu, nem com a adesão à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, disse, dando igualmente nota que “as rotas e percursos pedestres estão intransitáveis. Temos rotas muito bonitas e algumas delas não é possível passar como é o caso da Grande Rota do Zêzere que está intransitável em alguns pontos”, ilustrou.
No caso das autocaravanas “temos tentado encontrar solução mas a legislação é muito apertada”, observou José Farinha Nunes. Quanto ao “turismo religioso, vamos brevemente assinar um protocolo com a Sociedade Missionária da Boa Nova”, anunciou, para referir que “é um processo importante quando se concretizar e em relação ao desenvolvimento do turismo religioso será muito considerado”.
Carlos Miranda apontou ainda que a Sertã não tem uma ciclovia, um parque de campismo, um museu e até mesmo o castelo da Sertã é um lugar fantasma onde nada acontece, refere este vereador. Falou ainda da Aldeia de Xisto de Pedrógão Pequeno que, apesar da câmara contribuir todos os anos para a Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias de Xisto, “nada se passa em termos de dinamização daquela parte do concelho”.
Sendo um concelho privilegiado com várias linhas de água, este vereador lembrou que estas não são devidamente aproveitadas para a captação do turismo de natureza. Em suma, constatou que em relação ao turismo “está ainda muito por fazer”.

Foto: Arquivo RC

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