SERTÃ: Vereadora do PS fez análise da governação do PSD na câmara

Colocou vários assuntos em cima da mesa.

SERTÃ: Vereadora do PS fez análise da governação do PSD na câmara

Decorreu esta segunda-feira, 13 de setembro, na Sertã, a última reunião pública do executivo municipal, antes das eleições autárquicas que se realizam no próximo dia 26 de setembro.
A ocasião foi aproveitada pela vereadora do Partido Socialista (PS), Cristina Nunes, para deixar alguns recados sobre o mandato que está a terminar. Assim, deixou claro que, ao olhar para trás não se sente “satisfeita pelo trabalho ali realizado nem com a sensação de total dever cumprido”, porque, no seu entender, “o futuro e os desígnios de um concelho com tanto potencial não se podem cingir à atribuição de subsídios, protocolos e aquisição de terrenos” e “faltaram verdadeiras propostas que dignificassem a Sertã e que conferissem mais qualidade de vida aos sertaginenses”, enunciou.
A alteração do Plano Diretor Municipal (PDM) tem sido um assunto amplamente discutido e Cristina Nunes lembrou que “foram várias as críticas ao executivo PS por não ter aprovado a segunda geração do PDM. O presente executivo PSD teve 12 anos para alterar, melhorar e aprovar o PDM e não o fez”, observou, sendo que “os argumentos apresentados pecam por objetividade técnica em que, mais uma vez, não se acautelou o ordenamento do território”, disse também, lembrando ainda que o documento em causa “não trata somente a componente urbanística. Não pode ser travado só a pensar na especulação imobiliária. Define e protege os espaços ambientais, florestais, culturais e o património edificado”.
O PS nunca conseguiu digerir a integração do concelho da Sertã na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e Cristina Nunes continua a dizer que a realidade desta comunidade nada tem a ver com o nosso concelho e acha que “continuaremos a ser o limite equidistante de tudo”.
A vereadora referiu ainda que este ano, ao nível da Proteção Civil, o concelho passará para Santarém e deixou no ar a questão se, num futuro próximo, outras áreas se seguirão, como por exemplo a saúde.
Em resposta, José Farinha Nunes, presidente da câmara sertaginense, disse que o enunciado foram apenas divergências ideológicas entre a social-democracia e o socialismo.

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