SERTÃ/Covid-19: A pandemia e as fake news

A pandemia da Covid-19, tal como outras pandemias anteriores, gerou um conjunto de desinformações e mentiras. Esta realidade tem sido transversal no tempo e a Câmara Municipal de Sertã alerta para a existência de fake news associadas à Covid-19.

SERTÃ/Covid-19: A pandemia e as fake news

As palavras pandemia, confinamento ou coronavírus eram raramente utilizadas, até há alguns meses atrás, na conversação diária. Subitamente, e quase sem aviso, passaram a dominar o nosso léxico devido ao aparecimento da Covid-19.
Todavia, tais palavras surgem ciclicamente como que para nos lembrar de que a história, por vezes, se repete. No passado fomos confrontados com outras pandemias, também elas de consequências bastante dramáticas. Tivemos a peste negra, depois a varíola e mais recentemente a gripe pneumónica. Em todas elas se falou de pandemia, confinamento e até surgiram palavras novas como quarentena.
Mas há algo de comum a todas estas pandemias e que, de acordo com o Município da Sertã, “deveria levar-nos a refletir sobre os nossos traços comportamentais”.
Ao “Todos juntos no combate à pandemia”, a autarquia lembra que em séculos anteriores, foram muitos os que, a pretexto de soluções milagrosas ou curas revolucionárias, aproveitaram para espalhar a desinformação e a mentira. Durante a Peste Negra circulavam pelas cidades bruxos e curandeiros, apregoando mezinhas infalíveis para exterminar a bactéria responsável por aquela doença. Mais tarde, na gripe pneumónica, havia quem preferisse dizer que tudo não passava de uma invenção dos médicos, instigando as pessoas a não cumprir as medidas sanitárias exigidas.
Quando o novo coronavírus SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, se espalhou pelo mundo, provocando vários milhões de mortos e infetados, houve quem preferisse disseminar notícias falsas, questionado a gravidade do vírus e afirmando tratar-se de uma simples gripe. Depois disso contestaram as medidas de etiqueta sanitária para, no fim, diabolizarem as vacinas ou difundirem na Internet informações falsas sobre vacinas e medicamentos que poderiam eliminar este novo coronavírus.
“Nunca a informação foi tão importante como hoje”, ressalva o Município, mas também “nunca tanta informação esteve disponível, seja através dos tradicionais meios de comunicação ou das novas redes sociais e da Internet”, complementa, recordando que “as famosas fake news ou notícias falsas encontraram nesta pandemia um terreno fértil para crescer. E cresceram porque, muitas vezes, optamos por informação instantânea, de fonte duvidosa e que eventualmente favorece o nosso modo de estar e de ser”.
No entanto, “a maior parte da sociedade soube compreender e seguir as normas e recomendações veiculadas pelas diversas autoridades de saúde e, assim, temos vindo a conseguir baixar o número de mortos e de infetados”, constata a autarquia sertaginense, referindo que “não estamos ainda no final deste túnel mas a luz que nos ilumina é agora mais forte e densa, lembrando-nos que, como em tudo na vida, «não há mal que sempre dure».
Mas este mal ainda não terminou e, por isso, “é importante relembrar as medidas que devemos cumprir, sem hesitações, com absoluto rigor e tolerância zero, ou seja manter o distanciamento social; evitar deslocações desnecessárias; usar máscara; higienizar frequentemente as mãos e manter o ar renovado no interior dos espaços fechados. E mais importante ainda: ficar em casa”, relembra.
A Câmara Municipal da Sertã e a Comissão Municipal de Proteção Civil da Sertã têm trabalhado ativamente, em conjunto com as demais autoridades, no combate a esta pandemia. Este é um combate para o qual somos convocados e que nos deve manter alerta e vigilantes. O nosso futuro depende disso!, sublinha por fim.

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