SERTÃ/Covid-19: Apesar das quebras, restauração espera que meados do ano traga melhoras

Alguns dos setores mais afetados neste estado de pandemia foram a hotelaria e a restauração. Não encontrando forma de sobrevivência, com o confinamento, muitos restaurantes fecharam definitivamente as portas.

SERTÃ/Covid-19: Apesar das quebras, restauração espera que meados do ano traga melhoras

No interior do país, os grandes grupos foram aguentando. Na Sertã, o grupo Santos e Marçal continua a sentir na pele os efeitos nefastos dos consecutivos estados de emergência. Carlos Marçal reconhece ao “Todos juntos no combate à pandemia” que “todos os restaurantes, de uma forma geral, têm as melhores condições de segurança”, mas “o certo é que estamos a pagar uma fatura muito cara”, diz, confirmando que no grupo que dirige, no ano passado a quebra de vendas rondou os 75%. E “a estrutura nunca consegue baixar na mesma proporção”, ilustrou.

Ao longo da vida, Carlos Marçal nunca baixou os braços e o otimismo tem marcado o andamento dos seus negócios. Relativamente à pandemia também se mostra com esperança que “quando houver imunidade de grupo as coisas vão melhorar e vamos voltar ao antigamente”, disse, esperando as referidas melhorias “lá para meados deste ano em diante”, para que a economia comece novamente a mexer. “Se não vierem (melhorias), será mais complicado e estamos na mão dos bancos e do Estado”, nota, pois será difícil manter os postos de trabalho. “Se não houver compensações que justifiquem, então por nossa alta recriação não conseguimos manter uma empresa saudável como até agora”, alerta.
Se o regime de take away é bom para alguns espaços, para o grupo Santos e Marçal, que funciona com restaurantes tradicionais, em pouco altera a tendência de quebra.
Para que a tão ansiada normalidade recomece o mais depressa possível o empresário dirige-se à população pedindo “que tenham o máximo de cuidado possível” e replica as normas emanadas da Direção Geral de Saúde, ou seja, o uso de máscara, o distanciamento social e a desinfeção constante das mãos.

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