SERTÃ/Covid-19: Boas práticas contribuem para poucas infeções no Troviscal

A Junta de Freguesia do Troviscal disponibiliza um conjunto de serviços sem os quais as pessoas teriam que se deslocar para fora, onde há grandes aglomerados e, consequentemente, mais probabilidade de contágio.

SERTÃ/Covid-19: Boas práticas contribuem para poucas infeções no Troviscal

Quando surgiram os primeiros sinais de pandemia, na freguesia do Troviscal foi ativado um plano de apoio à população, o qual ainda se mantém. A junta de freguesia sensibilizou a população para não sair de casa nem estar em locais com grandes aglomerados. Manuel Figueiredo, presidente da junta admite ao programa da Rádio Condestável que conta com o apoio do Município da Sertã, “Todos juntos no combate à pandemia” que “houve muitas pessoas que o acataram e prova disso é que a freguesia teve cinco ou seis casos de doença ligeira e ninguém esteve internado”. Outra das razões apontadas pelo autarca é o facto de “termos a sorte de ter médico todas as semanas e isso também faz com que as pessoas não se desloquem a outros locais”, evitando-se assim os aglomerados.
Uma das queixas nos dois confinamentos a que o país esteve sujeito foi o acesso à cultura, mas este fator foi atenuado no Troviscal, uma vez a junta também tem uma “mini biblioteca com cerca de 1300 livros e dois vídeos da junta que emprestamos a quem nos pede”, explica.
Outra das mais valias é a possibilidade de as pessoas poderem pagar, na junta, os serviços comuns como a água, a luz, o IMI ou as portagens, por exemplo, e também assim as pessoas não se deslocaram para fora da sua freguesia que se mantém atenta ao estado de espírito e de saúde dos seus fregueses, uma vez que o executivo “continua a fazer um acompanhamento de proximidade com as habituais rondas pelas aldeias”, garante Manuel Figueiredo.

Nos tempos atuais “continuamos a distribuição de máscaras e também, se houver pessoas com necessidade em recorrer aos centros de vacinação, a junta faculta o transporte aos mais vulneráveis”, lembra, explicando que o mesmo procedimento é feito se houver necessidade de ir a uma urgência ao centro de saúde.
Atendendo ao exemplo da sua freguesia, Manuel Figueiredo defende que seria importante “conseguir manter os serviços pois damos movimento às terras” e por isso, também “a própria comunidade deveriam olhar melhor para estes serviços que ainda são disponibilizados nas freguesias”, na medida em que “às vezes gostamos de ir para os grandes centros esquecendo que o comércio local também tem coisas boas”. O facto de estes serviços ainda estarem disponíveis “ajuda a combater este problema, nomeadamente o isolamento”, complementa.
Se no início a população mais idosa da sua freguesia se mostrou reticente em relação a alguns conselhos que lhes eram deixados, o presidente da junta lembra que posteriormente “foram os que melhor aprenderam a lição pois começaram-se a aperceber que eram os mais afetados pela doença”, diz, pedindo atenção redobrada e “mais cuidado” às pessoas de 30/40 anos.
Ciente de que a pandemia não vai terminar já, ainda assim, o autarca deixa uma mensagem de confiança que vai passar. Não vai passar facilmente mas continuo a acreditar que há futuro e devemos ser persistentes”, finaliza.

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