SERTÃ/Covid-19: Bombeiros - uma família sempre pronta na ajuda ao próximo

A pandemia da Covid-19 fez com que as instituições se adaptassem para protegerem os seus funcionários, garantindo assim que estes ajudavam a população que servem, como é o caso dos bombeiros.

SERTÃ/Covid-19: Bombeiros - uma família sempre pronta na ajuda ao próximo

Alexandre Silva, comandante dos Bombeiros Voluntários da Sertã (BVS), recorda ao programa da Rádio Condestável “Todos juntos no combate à pandemia” como foi feita a prevenção no quartel, tendo-se optado, logo em março do ano passado pelo encerramento das instalações, até abril, isto porque o corpo de bombeiros assenta essencialmente nos voluntários e por semana, chegam a fazer piquete, cerca de 40 a 50 voluntários e “ter uma rotatividade tão grande de gente poderia causar problemas”, reconhece o comandante. Quando a pandemia acalmou “voltámos à normalidade”, mas no fim de janeiro "com os casos a aumentar achámos por bem voltar a fechar e estamos a trabalhar em escalas de espelho e apenas com profissionais”, explicou. Apesar da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Sertã estar limitada ao nível de recursos humanos “se houver uma ocorrência maior temos uma bolsa para a ela recorrer” e por isso o comandante sabe que num caso de maior aperto, os seus homens não deixarão mal a população que servem, mesmo sabendo que vão correr risco de infeção. “Tivemos períodos bastante complicados, principalmente no fim de janeiro em que fazíamos serviços de casos positivos e suspeitos e isso acarreta muita preocupação”, explica, acrescentando que “nos pré hospitalares temos os equipamentos e conseguimos controlar mas em caso de acidente como foi um no IC8, em que a vítima estava encarcerada e devido às lesões que tinha era impossível colocar-lhe uma máscara, o resultado foi que um dos operacionais ficou infetado”, descreve. 
A pandemia já existe desde março de 2020 e “cada vez que foram necessários operacionais neste corpo de bombeiros, ninguém disse que não por causa da pandemia. Tivemos ocorrências complexas em que com um simples SMS conseguimos colocar várias dezenas de bombeiros aqui e nunca ninguém falou ou se preocupou com a covid, porque a nossa missão é ajudar, socorrer e é para isso que estamos cá”, faz ainda notar Alexandre Silva ao referido programa, que conta com o apoio do Município da Sertã.
Um bombeiro voluntário estará, à partida preparado para qualquer eventualidade mas, reconhece o comandante, esta situação não é fácil para ninguém e, porque são humanos, os bombeiros também sentem ansiedade. “Não é fácil. Saímos daqui, vamos para casa, temos filhos e sinto que há situações que não podemos controlar”, reafirma.
Sensações deste género são mais fáceis de ultrapassar se houver união e isso é uma mais valia nos voluntários sertaginenses. "Somos uma família muito grande, somos mais de 160 e tentamos ajudar-nos em tudo, não só no covid. Tentamos ir ao encontro das pessoas e arranjamos sempre uma solução”, sustenta, garantindo que “estamos aqui, vimos para cá porque gostamos e queremos e temos que ter a capacidade mental para lidar com essas situações”. Alexandre Silva lembra o lema que orienta aquele corpo de bombeiros, ou seja “BVS sempre ao seu lado”. Assim sendo, “as pessoas podem estar certas que assim será mesmo na luta contra a covid-19”, vinca.
Seguir as indicações da Direção-Geral de Saúde, para termos todos um futuro melhor é o conselho que o comandante dos Bombeiros Voluntários da Sertã deixa à população do seu concelho, pois “a covid é uma doença muito grave que se espalhou pelo mundo inteiro e a Sertã não ficou imune. Temos que fazer o nosso melhor para travar o coronavírus e termos um futuro melhor”, finaliza.

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