SERTÃ/Covid-19: Em breve ação social do Município terá novas medidas de apoio no terreno

Apoio ao arrendamento e piquete social pretendem ajudar os que mais sofrem com a pandemia da Covid-19 no concelho da Sertã. Medidas estão aprovadas e estarão no terreno em breve.

SERTÃ/Covid-19: Em breve ação social do Município terá novas medidas de apoio no terreno

Um dos setores das câmaras municipais que mais tem sido solicitado nesta pandemia da Covid-19 é o da ação social. Ajudaram-se e ainda se ajudam as famílias com necessidades das mais diversas formas.
Na Sertã, esta ajuda começou pela entrega de bens alimentares e de medicamentos. “Fizemos diversas viagens, falámos com muitas pessoas para as deixar um pouco mais confortáveis com esta situação que não é, de todo, confortável”, confirma ao programa da Rádio Condestável, “Todos juntos no combate à pandemia”, Ana Delgado, adjunta do presidente, responsável pelo setor da Ação Social. Esse apoio continua neste segundo confinamento e, por exemplo, quem não pode pagar os medicamentos, a ação social substitui-se no pagamento dos mesmos, explica.
Os casos de necessidade são cada vez mais e há muitas pessoas no limiar, a precisar de ajuda. Antes da pandemia começar, através do banco alimentar, eram apoiadas 30 famílias e no programa operacional de apoio a pessoas carenciadas, 22. “Atualmente, nos dois programas temos 96 famílias, num total de 280 pessoas que estão a ser apoiadas com géneros alimentares”, enumera. Estes números são os que se conhecem. Ana Delgado acredita que “há muita pobreza escondida e quem precisa, por vezes, não pede ajuda porque tem vergonha”. Além dos referidos auxílios a autarquia sertaginense assinou um protocolo com a Associação Dignitude para implementação do Programa Emergência abem: Covid-19. Através deste programa específico, que terminará quando a pandemia também acabar, estão a ser ajudadas 12 famílias, além das restantes 60 que já estavam a ser apoiadas, igualmente no âmbito de um outro protocolo com a referida associação.
O serviço de ação social da câmara da Sertã tem cinco elementos. Uma equipa reduzida para uma área concelhia de mais de 450 km2, com cerca de 15 mil habitantes. Saber de todos os casos é, por isso, difícil e em muitas situações são os vizinhos que sinalizam as necessidades. “Contamos com o apoio de toda a gente porque a ação social, por muito que ande no terreno, não consegue conhecer todas as realidades e o apoio dos vizinhos e amigos tem sido uma mais-valia”, agradece.

Estas situações de dificuldades causadas pela pandemia tendem a agravar-se e, atendendo o que aí virá, a ação social propôs a implementação de dois tipos de ajuda, já aprovados pelo executivo municipal e que serão implementados em breve. Trata-se do apoio ao arrendamento e o piquete social. No primeiro exemplo o apoio é pelo período de um ano, “para as pessoas poderem organizar as suas vidas. Quem perde o emprego, se perde também a casa, será um problema acrescido a gerir. Assim, conseguimos ajudar duas fações, por um lado o arrendatário, por outro a pessoa que está a arrendar”, explica Ana Delgado. No caso do piquete social, destina-se a ajudar em pequenas reparações nas habitações de famílias idosas ou de pessoas com dificuldades, “na substituição de uma lâmpada, na reparação de uma torneira ou substituição de algo que se estrague”, exemplifica. “Tudo isso pode agora ser reparado com este piquete social e as medidas vão colher os seus frutos assim que sejam divulgadas”, acredita a responsável. Para que funcione, este piquete será uma prestação de serviços e “teremos uma rede de apoio ao nível de pequenos serviços”, refere.
De acrescentar que neste confinamento a câmara continua a apoiar, entre outras medidas, na tarifa da água, no pagamento de diversas taxas e na entrega de bens alimentares e de saúde a quem necessitar.
Perante este cenário, poder-se-á temer o futuro mas Ana Delgado deixa uma mensagem de força e determinação pois “temos que sentir que o futuro é uma coisa que todos vamos conseguir ultrapassar, por mais difícil que possa parecer”, diz, acreditando que “todos vamos arregaçar as mangas e encontrar uma solução para combater as dificuldades e o setor de ação social tentará arranjar uma solução para quem nos procurar”. “Se o pedido chega hoje, tem que ter uma resposta, o mais tardar, até ao fim do dia ou no dia seguinte, porque se a pessoa se tem fome hoje, continua com fome amanhã e a satisfação do pedido tem que ser feita o mais rápido possível”, garante.
A terminar Ana Delgado deixa uma mensagem simples mas direta ao pedir às pessoas que “fiquem em casa e que se protejam pois só assim é que protegem quem amam”.
De relembrar que este é um programa que conta com o apoio do Município da Sertã.

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