SERTÃ/Covid-19: GNR alerta para ajuntamentos em esplanadas

O Comandante do Destacamento Territorial da Sertã da GNR, Capitão Marques, dá conta que desde o início da pandemia foram levantados, neste concelho, 20 autos de contraordenação por incumprimento das regras da Covid-19.

SERTÃ/Covid-19: GNR alerta para ajuntamentos em esplanadas

A atuação das forças de segurança, neste caso da Guarda Nacional Republicana (GNR), em tempos de pandemia tem sido, no caso concreto do concelho da Sertã, proactiva e de sensibilização. Têm acontecido alguns incumprimentos mas as situações têm-se resolvido a bem, confirma ao programa da Rádio Condestável, que conta com o apoio do Município da Sertã, “Todos juntos no combate à pandemia”, o Comandante do Destacamento Territorial da Sertã da GNR, Capitão Marques. A pandemia mudou comportamentos e também a GNR teve que se reajustar à situação pandémica “e traçar algumas linhas estratégicas. Há um ano e meio ninguém esperava isto e temos levado a bom porto a nossa missão”, acrescenta, revelando que atualmente “combater esta pandemia é uma das nossas prioridades, para fazer de tudo para que o número de casos diminua ou que não haja casos. Era o ideal para todos nós”, reforça.
O reajustamento da GNR à pandemia tem tido várias fases e a atual é de “desconfinamento e temos que ser móveis, ágeis e reagir no momento”, nota, sendo que nas ações de fiscalização e de policiamento da população, esta tem “respeitado as normas. Não temos casos graves ou que tenham provocado sinais de alerta até porque as pessoas têm apresentado, desde o início da pandemia, um elevado nível de civismo e respeito pelas regras”, explica. “Vamos passando, falando e informando, e de vez em quando temos tido uma atividade mais reativa. É mais na base de prestar informação pedagógica, até porque isto está sempre a mudar”, acrescenta.
No que respeita a um acompanhamento mais direto, especialmente na população idosa, “aquela que nos desperta mais preocupação”, reconhece, explicando que “vamos visitar os idosos com uma equipa especializada para esse efeito que dedica o seu serviço a prestar algum auxílio a essa população, que “sente mais dificuldade em acompanhar o ritmo que esta pandemia nos trouxe. Alguns apresentam dificuldades de locomoção, de expressão e até de receção de informação e nós somos um meio de ligação e vamos esclarecendo, adaptando o diálogo e a nossa mensagem por forma a que eles fiquem informados e cientes, tanto das regras que estão em vigor, como das medidas que têm que tomar. O importante é que estas pessoas estejam seguras”, reforça.

Para as pessoas mal intencionadas, qualquer situação é boa para enganar os mais desprotegidos. As burlas são notícia recorrente e por isso o Comandante aconselha principalmente “a que não se abra a porta a estranhos e não os deixem entrar em casa”. Em caso de verem algo de estranho, o conselho é para entrar de imediato em contacto com a GNR. “Na Sertã nota-se uma ligação muito vincada entre os idosos e a secção de policiamento comunitário (equipa especializada no contacto com os mais idosos). Podem contactar com aqueles militares em casos de dúvida ou de suspeita e nós iremos ao local”, esclarece.
No tempo em que o país esteve confinado, a GNR manteve-se na rua, atenta a sinais de incumprimento. Na Sertã, atesta o Capitão Marques, “ao longo de mais de um ano houve alguns incumprimentos, que foram devidamente corrigidos e autuados". "Desde o início da pandemia foram levantados cerca de 20 autos de contraordenação no âmbito de incumprimentos relacionados com a Covid”, dá conta, explicando que os mais notados foram ao nível da “proibição de circulação entre concelhos, consumo de bebidas alcoólicas em via pública e consumo de refeições e bebidas em interior de estabelecimentos de restauração”. Este destacamento abrange, além do posto da Sertã, também os de Oleiros, Vila de Rei e Proença-a-Nova onde “foram detetados os mesmos incumprimentos”, esclarece. Quando os militares atuam, de uma forma geral, “as pessoas sabem que estão a incumprir e têm conhecimento da lei. Pode haver algum descontentamento e ficam um pouco frustradas pela nossa abordagem mas regra geral não há nenhum caso de alarme e as situações têm-se resolvido pacificamente”, garante o Comandante.
Atualmente vive-se um desconfinamento progressivo. Depois de alguns níveis de ensino terem regressado à escola, abriram alguns espaços comerciais e as esplanadas. São estes espaços um dos maiores focos de preocupação da GNR e por isso o Capitão pede “especial atenção para o cumprimento das regras”, lembrando que não pode haver grupos com mais de quatro pessoas e as mesas têm que estar devidamente distanciadas”. A mensagem final dirige-a às pessoas e à sua atuação, apelando assim “ao dever de cidadania da população. Estamos na segunda fase de desconfinamento. Há menos medidas restritivas, há mais liberdade e por isso é importante que as pessoas tenham noção que ainda estamos em fase de emergência e que temos que ter algum bom senso e cumprir as regras da Direção Geral de Saúde”.

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