SERTÃ/Covid-19: Layoff simplificado foi a medida de apoio mais solicitada

O layoff simplificado foi o apoio mais solicitado nos confinamentos a que o país foi, e ainda está, sujeito. Na Sertã, até dezembro de 2020, 160 pessoas beneficiaram com esta medida.

SERTÃ/Covid-19: Layoff simplificado foi a medida de apoio mais solicitada

Neste tempo de pandemia, e devido a muitos constrangimentos e dificuldades que foram surgindo, o Governo foi implementando medidas de apoio à população e às empresas para fazer face à Covid-19 na primeira e segunda fases desta pandemia. O layoff simplificado foi aquele que teve maior procura de há um ano a esta parte, tanto por trabalhadores por conta de outrem como por trabalhadores independentes, confirma ao programa da Rádio Condestável “Todos juntos no combate à pandemia”, Nuno Maia, diretor do Centro Distrital de Castelo Branco do Instituto da Segurança Social.

No concelho da Sertã, “o layoff simplificado teve 130 processos e 98 pedidos de prorrogação. No âmbito do layoff já existente, antes do simplificado e inerente ao código do trabalho, houve 8 processos”, dá conta Nuno Maia. Neste concelho houve assim 601 beneficiários, num valor a rondar os 250 mil euros. No entender do diretor, para um concelho da dimensão do da Sertã, os valores “estão ao nível dos do distrito de Castelo Branco”. Houve ainda 1 470 pedidos de entidades, que abrangeram cerca de 9 300 beneficiários, num montante global de 3 milhões e 500 mil euros, revela, explicando que são números desde abril até dezembro de 2020.
A propósito de possíveis casos de aumento de necessidades, Nuno Maia confirma que o número de pedidos de apoio junto dos serviços não tem aumentado, uma vez que “em articulação com os parceiros da rede local de ação social, como por exemplo a autarquia, tem-se conseguido apoiar a generalidade das situações que vão sendo identificados”, explica.
O desemprego será, à partida, o reflexo futuro mais negativo de toda esta situação. Como diz, no caso da Sertã, “já conseguimos ver que em 2020 houve um aumento, em 9%, de beneficiários do subsídio de desemprego. Caso esta situação se mantenha teremos as consequências inerentes ao desemprego num território de baixa densidade, o que poderá originar a que a população mais jovem saia para o litoral ou para o estrangeiro e isso aumentará o problema da desertificação e do envelhecimento da população”. Deseja-se, assim, que tudo termine rapidamente “para que estes fenómenos não se acentuem tão rápido como se prevê”, disse.
Se já muitas pessoas fazem os descontos corretos para a Segurança Social, muitos ainda há que não o fazem. Acontece, não por falta de informação mas por opção própria, principalmente nos trabalhadores independentes, refere Nuno Maia.
Lembrando este novo contexto de adaptações constantes, considera, a terminar que “muito foi feito num curto espaço de tempo” e destaca a vacina “que foi desenvolvida em tempo recorde e que, de acordo com os especialistas em saúde pública, será a ferramenta que nos permitirá voltar a ter um tipo de vida semelhante à que tínhamos antes desta pandemia”.
O responsável salientou que é necessário “continuar a adotar todas as medidas preventivas contra a propagação da infeção por SARS-CoV-2, como o distanciamento social, a etiqueta respiratória e a lavagem frequente das mãos”.
Este programa “Todos juntos no combate à pandemia” conta com o apoio do Município da Sertã.

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